Rádio Observador

Rolls-Royce

Este Rolls é o mais caro dois lugares de sempre

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O luxo inimaginável é real. Foram precisos quatro anos e 12 milhões de euros para chegar a “isto”: o maior e mais caro automóvel de dois lugares de sempre. O Sweptail é único… Bem ao gosto do dono.

Autor
  • António Sousa Pereira

Sem sombra de dúvidas, foi a estrela mais brilhante da edição deste ano do Concurso de Elegância de Villa d’Este. Desenvolvido pela Rolls-Royce para um seu cliente tão exigente quanto “desafogado”, tem por base o Phantom, mas o grau de personalização é tal que merece por inteiro o epíteto de modelo único e feito sob medida.

Sweptail de seu nome, esta autêntica obra de arte sobre rodas é, muito provavelmente, o maior automóvel de dois lugares do planeta – e, seguramente, o mais caro. E ainda que a marca britânica, como se esperaria, se tenha recusado a divulgar quer o nome do seu destinatário, quer a verba que despendeu neste projecto, ao que parece foi necessário gastar qualquer coisa como 12 milhões de euros (!) para se chegar a um resultado final absolutamente esmagador.

É como que o conceito da alta-costura aplicado ao sector automóvel. Tudo foi concebido, desenhado, adaptado e produzido para satisfazer as exigências e pretensões do seu proprietário. Que, ao longo dos quatro anos necessários para materializar este projecto, o acompanhou, praticamente a par e passo, em todas as suas fases, como nunca tinha acontecido com a Rolls-Royce.

Alguém que, na sua colecção de “objectos” únicos, detém já super-iates e aviões privados com idêntico grau de personalização. E que, para imaginar o Sweptail, se inspirou nos seus modelos preferidos da Rolls-Royce dos anos de 1920-30, assim como nos barcos e aviões da sua predilecção, mas transpondo tais conceitos para o século XXI, e fazendo ainda questão que este integrasse por inteiro o ADN da marca britânica.

No caso do Sweptail, são tantos os elementos deslumbrantes que, mais do que as palavras, falam por si as imagens, sejam estáticas ou em movimento. Destaquem-se, ainda assim, alguns elementos, como a maior grelha alguma vez aplicada num Rolls-Royce dos tempos modernos, construída em alumínio maciço polido à mão, o que garante um acabamento de efeito espelhado, sendo a moldura da secção dianteira concebida em alumínio escovado.

Não há como não referir, igualmente, a linha do tejadilho de acentuada quebra em direcção à traseira, que se prolonga até ao extremo do veículo, cobrindo, inclusive, aquilo que num Phantom seria o seu terceiro volume – isto é, a bagageira. Característica que assegura ao veículo a sua silhueta de coupé, e que obrigou à criação de vidros laterais e pilares “C”, também eles, específicos.

Visto de traseira, o Sweptail é verdadeiramente esmagador, terminando num marcante “V” nitidamente inspirado no mundo da náutica, e contrastando de forma evidente com a frente. Outro dos seus atributos fundamentais é o tejadilho panorâmico que se estende, de forma ininterrupta, desde o pára-brisas dianteiro até ao extremo posterior da carroçaria – um dos maiores e mais complexos alguma vez criados para um automóvel, e que proporciona uma luminosidade interior única ao habitáculo. Por outro lado, a sigla “08” identificativa deste exemplar único foi construída a partir de dois lingotes de alumínio maciço polido à mão.

Sumptuoso, ainda que minimalista e moderno, o interior desde imponente bilugar foi desenvolvido com o intuito de honrar a tradição da clássica configuração dos GT de dois lugares e as próprias linhas exteriores. Um espaço que pretende garantir aos seus ocupantes o isolamento do mundo exterior num casulo de luxo, repleto de madeiras raras de tons contrastantes, dotadas dos melhores tratamentos e acabamentos artesanais e combinadas com peles da melhor qualidade, também de cores contrastantes, que revestem os bancos, o tablier e os apoios de braços.

Para ocupar o lugar normalmente destinado aos bancos traseiros foram criadas uma prateleira e uma chapeleira em madeira polida, com calhas em alumínio encastradas. O tablier é o mais simples de sempre de um Rolls-Royce, a instrumentação é em titânio e até o relógio é uma peça única.

Mas o rol de argumentos do Sweptail está longe de se esgotar aqui. No interior da consola central foi instalado um mecanismo que, quando activado, ao toque num botão, traz à superfície o champagne preferido do seu proprietário (um vintage do seu ano de nascimento) e dois flûtes cristal. O requinte vai ao ponto de, mal se abre o compartimento refrigerado, o referido mecanismo colocar a garrafa na posição ideal para ser servida!

Ao mesmo tempo, no interior das portas existem outros tantos compartimentos destinados a acolher nada menos do que pastas construídas em fibra de carbono, revestidas na mesma pele do habitáculo, e com fechos em alumínio maquinado e titânio, feitas à medida para acomodar os computadores portáteis dos ocupantes. A combinar com estas pastas foi desenvolvido pela Rolls-Royce um conjunto de malas exclusivo, como é óbvio, do Sweptail.

Refere a Rolls-Royce que nunca haverá um segundo Sweptail. E que nem sequer é seu objectivo desenvolver um modelo feito à medida com carácter de regularidade. Mas também não deixa de sublinhar que este é um projecto capaz de dar mostras de toda a sua competência neste capítulo, e a sua abertura para, no futuro, abraçar projectos semelhantes sempre que a ocasião e o móbil o justifiquem.

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