O líder do PSD não baixa a fasquia e continua a acreditar que vai ganhar as autárquicas de 1 de outubro. Num artigo sobre as eleições locais publicado na newsletter diária do partido, Passos Coelho diz que o PSD não aceita o “pressuposto, que alguns gostam de veicular no espaço público, de que as eleições têm vencedores antecipados“. Por isso, o também líder da oposição garante que “o PSD concorre com o espírito de querer obter a maioria dos mandatos para câmaras municipais e juntas de freguesia e voltar a liderar a ANMP (Associação Nacional de Municípios) e a ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias)”.

Passos Coelho sugere ainda que o PS — o grande adversário do partido nas autárquicas — tem preocupações mais eleitoralistas, destacando que o PSD é “a força política que melhor pensa no futuro do país, sem fazer concessões de curto prazo que muitas vezes se revelam perigosas para o futuro mais equilibrado.” O líder social-democrata diz ainda que o PSD é o partido que faz as melhores escolhas “sem deixar de colocar em primeiro lugar os interesses das comunidades locais, por oposição aos interesses particulares.”

O presidente social-democrata lembra ainda que o PSD é “um partido de pessoas, feito a partir das bases, focado em servir o país, e não os seus próprios interesses”. Para Passos Coelho “as melhores pessoas são aquelas que entendem que ser autarca já não passa por fazer mais uma obra pública, por criar mais uma infraestrutura; passa por planear o espaço do concelho ou da freguesia no longo prazo, preservando e valorizando os recursos e criando condições para as todas as gerações dele possam usufruir.”

As melhores pessoas são aquelas que entendem que ser autarca já não passa por fazer mais uma obra pública, por criar mais uma infraestrutura, passa por planear o espaço do concelho ou da freguesia”, diz Passos Coelho.

Apesar da meta ambiciosa, Passos destaca que olha para “as eleições com espírito democrático e humildade”, embora se recuse a disputar o escrutínio “para cumprir calendário”. Está mesmo nas eleições “para ganhar”.

O líder do PSD destaca, no mesmo texto, que uma das prioridades do partido é combater a “descriminação negativa” e o “abandono” dos “territórios de baixa densidade”. É por isso que, explica, o PSD “tem liderado o debate político para alcançar um nível de descentralização de competências nas autarquias” maior. E garante que o tem feito de “forma séria, longe dos eleitoralismos a que muitos têm cedido.”