Lenín Moreno, o novo presidente do Equador, criticou fortemente esta segunda-feira Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, e apelidou-o de “hacker”. Ainda assim, Moreno garantiu que Assange pode continuar a viver na embaixada do Equador.

O Sr.Assange é um hacker. É algo que rejeitamos e eu pessoalmente rejeito. Mas eu respeito a situação em que ele está, que pede o respeito aos seus direitos humanos, mas também pedimos que ele respeite a situação em que está”, disse Moreno aos jornalistas esta segunda-feira, citado pela agência Reuters.

Os comentários acerca de Assange feitos por Moreno são contrários aos do seu antecessor, Rafael Correa, quem concedeu asilo a Assange na embaixada. Correa, antigo presidente do Equador, considerava Assange um “jornalista”. Já durante a campanha para as eleições presidenciais, Moreno tinha avisado Assange para “não interferir nas políticas” dos países aliados do Equador.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para fugir ao mandato de detenção europeu emitido pela Suécia. No passado dia 19 de maio, o Ministério Público da Suécia anunciou que ia arquivar a investigação por suspeita de violação. Ainda assim, Assange permaneceu na embaixada uma vez que, se sair, a polícia tem a obrigação de o prender por não se ter entregue ao tribunal a 29 de junho de 2012, como lhe tinha sido exigido.