O Banco terá um edifício com o seu nome: Santander Totta Hall, que privilegiará o ambiente de estudo, ensino e investigação. Esta ala do novo campus, com 10 mil m2, contará com 20 salas de aula com 40 lugares, 10 anfiteatros com 80 lugares, um anfiteatro com 160 lugares, áreas de estudo, espaços comuns e gabinetes para docentes, para que todos tirem o melhor partido da experiência académica.

A primeira visita às obras daquele que vai ser um dos grandes polos universitários do país ocorreu recentemente na presença de Inês Oom de Sousa, administradora do Santander Totta, Daniel Traça, diretor da Nova School of Business & Economics (Nova SBE), e Pedro Santa Clara, Presidente da Fundação Alfredo de Sousa e responsável pela criação e desenvolvimento da campanha de angariação de fundos para a construção do campus. Unânimes na convicção de que aquela infraestrutura vai marcar o futuro do ensino superior, celebraram um novo convénio de mecenato que tem como objetivo o desenvolvimento pessoal e profissional de quem estuda e investiga na Nova SBE.

No âmbito do novo acordo, alunos, docentes e investigadores poderão aceder aos programas de bolsas de mobilidade internacional do Santander Universidades que, todos os anos, proporciona a centenas de alunos a oportunidade de intercâmbio em países do espaço ibero-americano.

Aos finalistas de maior potencial dos cursos de licenciatura da Nova SBE será pois garantido o financiamento direto aos alunos que revelem não só um desempenho académico de excelência, mas também uma motivação acima da média para empreender, liderar e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

“Este projeto vai internacionalizar Portugal e vai contribuir para o desenvolvimento do país”, referiu no decorrer da visita Inês Oom de Sousa. A administradora do Santander Totta congratulou-se com a parceria com a universidade que já dura há 15 anos e revelou que não ficará por aqui. “A Nova SBE é uma universidade de excelência e uma das instituições de ensino superior do nosso país com maior reputação a nível nacional e internacional. Este convénio é mais um passo para o aprofundar da nossa excelente relação institucional. Mas não é só neste projeto que se vai esgotar a parceria”, atestou, aproveitando para enaltecer o projeto Santander Living LAb, onde estudantes e professores da Universidade Nova se juntaram a profissionais do banco para criarem uma plataforma de estudo de onde vão sair ideias inovadoras ligadas à banca digital.

A contribuição do Santander estende-se ainda à vertente tecnológica, com a introdução de um novo cartão universitário inteligente que facilitará o dia-a-dia dos alunos e docentes.

Servirá principalmente como documento de identificação, mas também enquanto aglutinador dos vários elementos da comunidade universitária

O novo campus, localizado entre o Forte de S. Julião da Barra e a urbanização da Quinta de S. Gonçalo, junto à praia de Carcavelos, e cujas obras deverão terminar em março de 2018, custará 46,5 milhões de euros, que serão totalmente pagos por privados, através de uma campanha de angariação de fundos. Com as obras a decorrerem a bom ritmo prevê-se que o ano letivo 2018/2019 já inicie em Carcavelos.

Daniel Traça, diretor da Nova SBE, Inês Oom, administradora do Santader Totta, e Pedro Santa Clara, presidente da Fundação Alfredo de Sousa

Acesso direto à praia

O novo Campus terá capacidade para 3500 alunos e contará com diferentes espaços estruturantes, como uma galeria interior de acesso às áreas letivas, diversos anfiteatros com capacidade para 80 alunos, salas de aulas com capacidade para 40 alunos, 90 gabinetes de professores, um auditório, área de restauração, biblioteca, áreas desportivas, pomares, esplanadas, residências de estudantes com 122 quartos e um parque de estacionamento subterrâneo com 500 lugares. O campus terá ainda uma rampa subterrânea de acesso direto à praia de Carcavelos e espaços comuns com cacifos onde os alunos poderão guardar os seus pertences e também… as pranchas de surf.

O novo complexo, que começou a ser construído em setembro de 2016, terá ainda um edifício inovador de estudos que estará aberto 24 horas por dia para apoio às diversas licenciaturas, mestrados e cursos executivos.

Escola para formar líderes

“Esta obra é uma forma de internacionalização da escola. Vai marcar o futuro, gerar ainda mais talento e presença internacional. Estaremos aqui perante a geração dos futuros líderes de empresas de Portugal e do resto do Mundo”. Foi com estas palavras de confiança que Daniel Traça, diretor da Nova SBE, sintetizou a importância do novo campus universitário, destacando o impacto local, mas sobretudo nacional. “O ambiente de Carcavelos vai mudar e tornar-se-á até mais cosmopolita, mas também assistimos a uma atual transformação no país. Esta ideia começou, ainda o FMI não tinha chegado a Portugal. Este projeto poderá alavancar a energia que o país sente atualmente para outra dimensão”, referiu otimista, desejando que o novo projeto se transforme “num hub de atração de talento no mapa internacional, na formação de estudantes universitários e executivos nas áreas de economia, gestão e finanças”.

Universidade “extraordinariamente” internacional

Também Pedro Santa Clara enalteceu o “estilo moderno” do campus e lembrou que a universidade já é “extraordinariamente internacional”, contando atualmente com 221 alunos alemães a fazer mestrado na escola, entre os cerca de mil alunos estrangeiros vindos de 80 países do Mundo. “A indústria mais poderosa da Austrália, por exemplo, é o ensino superior. Portugal também tem grande potencial para ser um cluster de exportação. O país tem muito a ganhar com isto”, sustentou o presidente da Fundação Alfredo de Sousa.

A relação com o ensino superior continua a ser a grande prioridade da política de Responsabilidade Social Corporativa do Santander Totta. Atualmente colabora com 50 instituições de ensino superior nacionais e só em 2016 o banco investiu 6,8 milhões de euros em atividades relacionadas com responsabilidade corporativa, entre as quais 5,9 milhões diretamente no ensino superior em Portugal. Entre 2015 e 2018 foram atribuídas 3600 bolsas e, durante este período de três anos, o total investido em mecenato atingirá €25 milhões.