Os trabalhadores da fábrica da Secil do Outão, Setúbal, iniciam à meia-noite uma greve de três dias por aumentos salariais e pela reposição de direitos laborais inscritos na contratação coletiva, disse à Lusa fonte sindical.

Esta greve arranca às 00h00 (hora de Lisboa) de terça-feira e poderão aderir ao protesto os cerca de 120 funcionários da unidade fabril da empresa de cimentos. A greve prolonga-se até dia 1 de junho.

Segundo Nuno Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Construção, afeto à CGTP, no ano passado cerca de 80 trabalhadores fizeram um abaixo-assinado exigindo à empresa um aumento salarial de 40 euros por mês, além do cumprimento de outros direitos laborais.

Contudo, a empresa não respondeu e não aceita negociar o caderno reivindicativo, nomeadamente o acordo de empresa, que os trabalhadores acusam de não estar a ser cumprido, pelo que decidiram avançar para a paralisação.

O dirigente sindical disse que esta greve pode mesmo pôr em causa a produção da fábrica, desde logo consoante a adesão do primeiro turno, que assegura o funcionamento do forno.

A Lusa contactou fonte oficial da Secil, que recusou comentar a paralisação e remeteu qualquer informação para terça-feira.

A Secil é detida pela Semapa, que tem como acionista maioritária a família Queiroz Pereira.