Os EUA aceitaram excluir os voos com origem dos países da União Europeia da restrição para aparelhos eletrónicos na cabine dos aviões. “Não há restrição”, avançou uma fonte da Comissão Europeia ao jornal digital Politico, numa referência à legislação que o Governo norte-americano ponderava aplicar a todos os voos internacionais que chegassem ao país.

“Ambos os lados concordaram intensificar as conversações técnicas para tentar encontrar uma solução comum”, refere a mesma fonte comunitária, dando como garantido que os países europeus ficarão excluídos dessa regra. As autoridades norte-americanas terão sido sensíveis ao argumento de que o transporte de aparelhos com lítio na sua composição — como portáteis e tablets — acarretava mais riscos para a segurança destes voos sendo guardados no porão dos aviões.

A decisão, escreve o Politico, foi tomada durante uma conferência entre o departamento de Segurança Interna dos EUA, o comissário europeu dos Assuntos Internos e a comissária dos Tranportes, Violeta Bulc. Uma discussão de que o departamento de Segurança Interna norte-americano se recusou revelar.

A decisão não é, no entanto, definitiva. Com base em informações que venham a ser recolhidas, a exclusão dos países da União Europeia desta restrição pode ser revista.

A intenção de Washington parte da ideia de que os terroristas estão “obcecados” com a ideia de voltar a atacar aviões norte-americanos. “É realmente com isso que os terroristas estão obcecados, a ideia de mandar abaixo um avião, particularmente se for norte-americano, e particularmente se estiver cheio de cidadãos norte-americanos”, justificou o secretário de Assuntos Internos, John Kelly.

A restrição começou a ser aplicada em março, mas apenas a voos que tenham os EUA como destino ou ponto de origem e que façam ligação com oito países muçulmanos. Impede que os passageiros desses voos tenham consigo a bordo do avião aparelhos eletrónicos “maiores que um smartphone”.