A polícia britânica libertou sem acusação quatro detidos por suspeitas de ligações ao atentado terrorista do passado dia 22 de maio, na Manchester Arena, entre terça e quarta-feira. Em comunicado, a polícia revelou ainda que tem novas informações sobre a bomba.

Dois dos homens, de 20 e 24 anos, tinham sido detidos em Fallowfield, a sul de Manchester, a zona onde se acredita que o autor do atentado terá vivido ou com a qual terá estabelecido relações. O terceiro, de 37 anos, em Blackley, no norte da cidade. O quarto foi libertado na quarta-feira. Tem 21 anos e tinha sido detido na área de Nuneaton, em Warwickshire.

A libertação de possíveis suspeitos deve ser esperada em investigações desta natureza, assim que corroboramos relatos que nos foram fornecidos”, explica Russ Jackson, superintendente-chefe, num comunicado divulgado no Twitter.

A polícia acrescentou ainda que, com ajuda de pessoas especializadas, ficaram a perceber os “componentes da bomba e de onde é que eles vieram”. No comunicado, Jackon confirmou que a investigação está agora focada em reconstruir os últimos passos de Salman Abedi, autor do ataque, através de imagens de vídeo vigilância, interações que possa ter estabelecido com outras pessoas ou chamadas telefónicas.

As nossas investigações mostram que o próprio Abedi fez a maior parte das compras dos componentes principais [bomba] e o que se está a tornar aparente é que muitos de seus movimentos e ações foram realizados sozinhos durante os quatro dias que ele esteve no país e cometeu esse horrível ataque”, revela Jackson no mesmo comunicado.

As autoridades querem garantir que Abedi não fazia parte de nenhuma rede mas admitiram no comunicado que “existe um número de questões que nos preocupam acerca do comportamento [do autor] anterior ao ataque”. De acordo com Jackson, a polícia está empenhada em perceber a razão que levava Abedi a voltar a Wilmslow Road.

No comunicado, está presente o apelo, já feito anteriormente, às pessoas que tenham visto Abedi com uma mala azul. No primeiro apelo, a polícia garantiu que esta mala não foi a usada no atentado na Manchester Arena.

A polícia está a trabalhar com centenas de testemunhas e tem em sua posse quase 300 equipamentos digitas, incluindo telemóveis, revela no comunicado.