O Brasil apresentou oficialmente o seu pedido de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), informou na terça-feira o porta-voz do Governo, Alexandre Parola.

O pedido de adesão “segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015”, disse o porta-voz.

O pedido do Brasil será avaliado pelo conselho da OCDE, mas a análise pode demorar vários anos.

O Brasil tem acordos com a OCDE desde meados dos anos 1990 e em 2007 converteu-se num dos cinco parceiros principais da organização.

Parola recordou que o Brasil acompanha atualmente 23 comités e grupos de trabalho da organização e aderiu a 34 instrumentos da OCDE.

“O Brasil já é considerado um parceiro chave na organização”, assegurou o porta-voz num comunicado.

O pedido do Brasil surge num momento em que o país atravessa uma crise política que envolve diretamente o Presidente Michel Temer, contra quem o Supremo Tribunal abriu uma investigação por alegados crimes de corrupção, associação ilícita e obstrução de justiça.

Neste contexto, Temer reuniu-se com investidores estrangeiros para lhes transmitir uma mensagem de calma e garantiu que o Governo levará a cabo as prometidas reformas, que incluem uma modificação das leis laborais e do sistema de pensões e reformas.