Fundada em 2004 e controlada pela empresa de capitais chineses NME, a NEVS (National Electric Vehicle Sweden) foi a joint-venture que, em 2012, adquiriu ao estado sueco os activos da falida Saab. Recentemente, fez saber ter já 150 mil encomendas da também chinesa Panda New Energy (companhia dedicada ao leasing de veículos eléctricos) para as versões eléctricas dos antigos Saab 9-3, desenvolvidas a partir da plataforma do último modelo da marca sueca, ainda que dotada das necessárias adaptações que lhe permitem receber este novo tipo de motorização, sendo as baterias fornecidas pela Amperex.

Agora, a NEVS mostrou os seus dois “novos” modelos, visual e estruturalmente tão próximos dos que lhe serviram de base que nem sequer mudaram de nome, apenas lhes tendo sido acrescentado o acrónimo de Electric Vehicle, indicador do tipo de propulsão a que recorrem. Ainda assim, há algumas alterações a reter nestes 9-3 EV e 9-3x EV: o logótipo da NEVS na frente, na traseira e nos cubos das jantes; as novas ópticas dianteiras; os farolins traseiros de novo desenho; a grelha modificada; e os retrovisores exteriores minimalistas, por contarem com câmaras nos lugares dos espelhos.

Numa primeira fase, os membros desta nova família 9-3 destinam-se a ser utilizados num programa-piloto de mobilidade e partilha de veículos a implementar em Tiajin, cidade chinesa com cerca de 15 milhões de habitantes, onde está instalada a fábrica responsável pela respectiva produção e, também, um dos primeiros parques industriais chineses de alta tecnologia. Para o efeito, além de uma autonomia anunciada de 300 km, os modelos contam já com uma chave digital activada através de uma app para smartphones, podendo ainda ser controlados remotamente pela mesma via.

A NEVS promete, também, que no CES Asia, a realizar em Xangai de 7 a 9 de Junho, irá mostrar publicamente os novos 9-3 EV e 9-3x EV, altura em que irão ser desvendados mais pormenores acerca destas suas criações. Mas não deixa de adiantar que do seu lote de atributos farão parte o hotspot Wi-Fi, as actualizações remotas de software e a gestão da carga da bateria através de smartphone. Assegurando, ainda, que os veículos superaram já rigorosos testes de conforto e comportamento, tendo o seu lançamento comercial previsto para 2018. Só não se sabe se reservado à China, ou abrangendo mais latitudes.