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Autárquicas 2017

CDS acusa câmara de Almada de “esbanjar milhares” em relógios e negar apoios a famílias

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CDS diz que câmara recusou dar apoio a casais com filhos ao mesmo tempo que "esbanjava milhares" em relógios. Acusa ainda os restantes partidos de concordarem com o executivo comunista nestas ofertas.

LUSA

O CDS acusa a Câmara Municipal de Almada de manter o “velho hábito” de “esbanjar milhares de euros em relógios de pulso para oferta a trabalhadores”. Após a notícia do Observador — sobre o facto da autarquia, liderada pela CDU, continuar a oferecer relógios de 880 euros aos funcionários — o candidato centrista, António Pedro Maco, emitiu um comunicado a garantir que “desde o primeiro ano em que esta oferta aconteceu, o CDS-PP condenou esta má prática por parte do executivo.” O centrista lembra que a câmara chumbou apoio a casais com filhos e sugere que as prendas a funcionários sejam dadas, por exemplo, em forma de “cheques-dentista“.

Para o CDS, defende António Pedro Maco, esta prática trata-se de um “repetido delapidar das contas públicas locais“, naquilo que considera ser “dinheiro gasto de forma despudorada” Os centristas lembram ainda que estes gastos vêm de uma câmara que “há bem pouco tempo, recusou a proposta do CDS para atribuir um apoio financeiro mensal aos casais que tenham filhos“.Em vez de aprovar esse apoio, denuncia o CDS, o executivo “prefere oferecer relógios de pulso cujo valor de aquisição, em cerca de uma dezena de anos, já atingiu quantias acima dos 200 mil euros“.

O CDS ressalva que não pretende colocar “em causa o trabalho diário dos trabalhadores, nem o empenho com que estes contribuem para a prossecução dos objetivos da autarquia”, mas defende que “como qualquer cidadão assalariado, a autarquia paga-lhes mensalmente pelo seu trabalho, para além dos benefícios que já estão legalmente estipulados.”

António Pedro Maco lembra ainda que as verbas envolvidas nesta prática são “dinheiro dos contribuintes almadenses que pagam os seus impostos e fazem os seus descontos, para que destes haja retorno por parte das entidades, neste caso locais, para a melhoria das suas condições e qualidade de vida e do meio envolvente, e não para que a autarquia gaste largas somas em relógios, ou afins, como vem sendo (má) pratica da câmara comunista de Almada”.

Os centristas defendem ainda que, “a haver alguma gratificação”, os montantes não podem ser tão elevados. E sugere outro tipo de presentes. A câmara, sugere o CDS, poderia “em vez dos relógios, oferecer cheques-dentista, vales de compras no comércio local, ofertas de lembranças mais em conta e feitas pelas escolas locais“. Isto, acrescentam os democratas-cristão, “para dar alguns exemplos de como este dinheiro poderia ser melhor empregue.”

O CDS destaca que “esta má pratica tem a conivência e a concordância dos partidos da oposição, com exceção do CDS-PP, como se verificou no ano passado quando, numa sessão da Assembleia Municipal de Almada, realizada na Quinta do Bau-Bau, em Sobreda, PSD, PS, CDU e BE inviabilizaram a moção do CDS para que a Câmara Municipal de Almada pusesse termo à oferta de relógios.” Assim, garantem, o CDS “ficou sozinho na luta contra esta conduta altamente lesiva da câmara comunista de Almada.”

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