O consórcio da Galp anunciou esta quinta-feira a decisão final de avançar com o desenvolvimento do projeto Coral Sul de exploração de gás natural em Moçambique, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

O projeto envolve um unidade flutuante de liquefação de gás natural (FLNG), terá uma capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) e será alocada à parte sul da descoberta Coral. O investimento total previsto para este projeto está calculado em sete mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), cabendo à Galp uma uma fatia da ordem dos 600 milhões de euros, que corresponde a sua participação no consórcio que é de 10%.

O início da produção está previsto para 2022 e já existe um contrato de venda da totalidade do gás natural liquefeito à BP com a duração de 20 anos.

O consórcio liderado pela italiana Eni anunciou também a adjudicação do contrato de engenharia, construção e comissionamento da unidade de liquefação de gás, os contratos para a sonda de perfuração e sistemas de produção e uma linha de financiamento de cinco mil milhões de dólares junto de um sindicato financeiro internacional.

Em comunicado, a Galp diz que a a aprovação do projeto Coral Sul “representa um importante marco para o objetivo estratégico de reduzir a intensidade carbónica do seu portefólio — atualmente a empresa produz petróleo no Brasil e em Angola — bem como marca o primeiro passo de um plano de desenvolvimento mais abrangente da Área 4”.

“Devido à dimensão e qualidade dos recursos, à sua localização e às potenciais economias de escala, é esperado que a bacia do Rovuma venha a desempenhar um papel fundamental na indústria do gás natural”.