Pedro Rino está à porta de casa, à espera de receber a T-shirt oficial dos Guns N’ Roses que encomendou. Não deve vestir mais do que um “M” de tamanho mas escolheu uma t-shirt “XL” preta com o símbolo original da banda, que não era usado desde 1996. Diz que “é para se ver bem o logo” quando chegar esta sexta-feira ao Passeio Marítimo de Algés para receber a Not In Th is Lifetime Tour. Vai vestido a rigor.

Os Guns N’ Roses são uma paixão antiga de Pedro, que acabou agora a licenciatura em Comunicação e Média no Instituto Politécnico de Leiria. Não é que tenha vivido entre os cabelos volumosos cobertos de laca, casacos néon com ombreiras gigantes e óculos Ray Ban Aviator dos anos oitenta — Pedro Rino não passava de pó cósmico nessa época e só viria ao mundo em 1996. Mas há seis anos, desde os catorze, que ouve as baladas dos Guns N’ Roses. Tendo em conta que isso representa 30% da sua vida, este é um amor mais antigo do que muitos casamentos. Jura que não foram os pais que lhe passaram a paixão: na verdade, o pai gosta de Guns N’ Roses porque ele lá punha umas músicas a tocar por casa. “Foi mesmo numa altura em que eu era muito rebelde e o espírito deles atraiu-me logo. E quando os ouvi pela primeira vez também já gostava de Queen e essas bandas. Mas o som deles cativou-me e, como foi na altura em que comecei a tocar guitarra, todo o estilo do Slash me prendeu”.

De tal maneira que passou horas e horas a ver documentários no YouTube, a ler reportagens e entrevistas com os membros da banda e a ansiar por uma visita dos Guns N’ Roses a Portugal. A oportunidade chegou e Pedro Rino comprou o bilhete quase imediatamente. Enquanto esperva pela da T-shirt, contou-nos o que sabe sobre a banda das armas e das rosas — e há sempre mais histórias por descobrir.

“Sweet Child O’ Mine” é fruto de um improviso “idiota”, diz Slash

A história da música mais famosa dos Guns N’ Roses

Depois de a banda ter nascido, resultado da fusão dos grupos Hollywood Rose e L.A. Guns, todos os membros fundadores — Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash e Duff McKagan — viviam num apartamento em Los Angeles. Um dia, Slash começou a treinar uns acordes que, segundo ele, não passavam de um “exercício pessoal idiota”. Estava na sala com Izzy Stradlin, também ele guitarrista, Duff McKagan (baixista) e o baterista Steven Adler. Izzy gostou dos acordes, por isso pediu que Slash os repetisse para que os outros o pudessem acompanhar. No quarto, Axl Rose apercebeu-se do que estava a acontecer e começou a cantar, de improviso, uma canção sobre Erin Everly, o amor da juventude do vocalista com quem ele chegou a casar.

Muito contra a vontade de Slash, que costumava dizer que “Sweet Child O’ Mine” era monótona, a banda apresentou a canção ao produtor Spencer Proffer. Ele aceitou-a, mas dizia que o tema era demasiado curto — à época, acabava ao fim do segundo solo. Axl Rose concordava. Enquanto gravavam, quando a música acabava, ele terá dito: “Where do we go now?”. A frase entrava tão bem na música que passou a ser o mote para o resto da canção. Mas ainda hoje Slash diz que “Sweet Child O’ Mine” é uma canção aborrecida e que a única coisa que a safa é o solo.

Slash chegou a fazer castings para os Poison

O problema estava na maquilhagem

Ainda antes dos Guns N’ Roses terem chegado ao mundo, Matt Smith era o guitarrista principal de uma banda de hard rock com influências glam chamada Poison. Seguindo as regras do género, os músicos maquilhavam-se como mulheres — usavam sombras azuis, lápios carregados, muito blush cor de rosa e batom. Matt estava de saída porque tinha de ir morar para a Pensilvânia com a mulher, que estava grávida. Nessa época, Slash tocava para os Hollywood Roses e conhecia bem Smith. Foi ele quem convenceu Slash, agora considerado um dos melhores guitarristas de sempre, a fazer o casting para os Poison. E Slash foi, embora não gostasse muito da música dos Poison, em busca de novas oportunidades.

As audiências correram muito bem: os outros membros da banda gostaram do trabalho de Slash e até chegaram a fazer algumas gravações juntos. Os problemas terão começado quando os Poison pediram a Slash que começasse a usar maquilhagem. Tímido por natureza, Slash terá dito que isso estava fora de questão. Ao sair da sala de ensaios, passou por outro guitarrista que tinha cabelo cheio de laca e maquilhagem carregada. Era C. C. Deville. Slash afirmou que, ao olhar para ele, percebeu logo que aquele era “o gajo certo”. De facto, C. C. Deville é o homem que estamos a ouvir no vídeo lá em cima.

Mas há duas versões da mesma história. Numa entrevista mais recente dada pelos Poison, a banda — que ainda hoje produz música e organiza tours — afirma que Slash ficou descontente por não ter sido escolhido. Dizia que só não tinha sido escolhido por causa das rivalidades dos Poison com os Hollywood Roses. Mas para os especialistas, se Slash tivesse sido aceita no grupo que compôs “Every Rose Has Its Thorn”, o rock tinha morrido.

A primeira foto da banda é uma série de desastres

Um carro avariado e ameaças de porrada

Em 1985, os Guns N’ Roses organizaram a primeira tour: era a Hell Tour. Deixando para trás Los Angeles, onde tinham uma casa na Sunset Boulevard, a banda partiu em direção a Seattle para um concerto. Mas o azar começou logo na estrada: o carro onde todos seguiam (instrumentos incluídos) avariou-se. Mas compromissos eram compromissos: os Guns N’ Roses abandonaram o carro e começaram a andar a pé em direção a Seattle com as guitarras e os tambores às costas. Chegaram extremamente atrasados, depois de grandes caminhadas, vários pedidos de boleia e muitos roubos de comida nas lojas à borda da estrada. Muito esforço depois, lá chegaram ao café onde iriam dar o primeiro concerto.

Mas tudo correu mal. Não chegaram a horas a um único concerto combinado em Seattle. Um dos cafés estava completamente vazio e, apesar de terem ainda assim tocado, o proprietário do espaço não lhes queria pagar o que estava acordado. Não fosse as ameaças de porradas feitas pela banda ao dono do café e este não lhes teria pago metade do valor combinado antes. Cientes da onda de azar em que estavam, cancelaram os concertos agendados para a Hell Tour e voltaram para Los Angeles. No entanto, a aventura uniu-os. Sentados num café, já perto de casa, tiraram a primeira fotografia enquanto banda. A partir daí, a casa onde moravam em Los Angeles passou a ser conhecida como “The Hell House”. Um nome apropriado: vendiam álcool lá dentro. E viviam à base de vinho barato e bolachas.

O Slash já morreu e voltou à vida. Literalmente

A história de uma ressurreição

Saul Hudson é um tipo peculiar e não apenas por causa do cabelo negro encaracolado e do chapéu gigante que usa como imagem de marca. Filho de uma estilista afro-americana e de um pintor inglês, nasceu no Reino Unido e viveu lá até se mudar para Los Angeles. Era extremamente tímido e, tendo uma vincada veia artística, durante muito tempo quis dedicar-se ao desenho. Um dia começou a aprender baixo e percebeu que a música era o seu destino, mas quando viu o professor a tocar guitarra apaixonou-se e trocou de instrumento. Ao mesmo tempo, passou a ser também um apaixonado por cobras — com quem aparece, aliás, em vários videoclips. Chegou a ter 100 cobras de estimação em casa.

Adjetivado por Axl Rose de “workaholic” — Slash chegava a tocar durante dez horas por dia –, o guitarrista dos Guns N’ Roses tem outras histórias muito mais bizarras do que a obsessão por cobras e pela música: já morreu durante uns minutos e depois voltou à vida, talvez esta seja a mais surpreendente. Aconteceu depois de um concerto em São Francisco: “Lembro-me exatamente do que aconteceu. Uns dealers vieram ao meu quarto de hotel às 5 da manhã. Eles tinham de tudo e eu comprei tudo. Ao passar por um corredor, encontrei uma empregada e perguntei onde estava o elevador e depois bam! Colapsei”, escreveu o músico na biografia que assinou com Anthony Bozza.

Slash não respirou durante dois minutos: estava azul, garantiu o produtor que foi até ao hotel quando soube do sucedido. Mas os médicos, que foram chamados ao local, conseguiram fazê-lo regressar à vida. E o guitarrista diz lembrar-se de tudo: “Quando se tem uma overdose, há um episódio onde parece que o mundo inteiro está a mover-se muito rápido e há barulho de rádios e tudo. Aconteceu-me um monte de vezes. Levaram para o hospital, mas eu disse que estava bem, afastei-me, voltei para o hotel e apanhámos o avião para o espectáculo seguinte”.

“Welcome to the Jungle” não passava na MTV porque era “agressiva”

Um problema de aceitação

“Bem-vinda à selva, nós temos diversões e jogos, temos tudo o que queres, querida, sabemos os nomes. Somos as pessoas que têm tudo o que podes precisar: se tiveres dinheiro, querida, nós temos a tua doença. Na selva, bem-vinda à selva, vê-a a levar-te aos joelhos. Quero ver-te sangrar”. A letra de “Welcome to the Jungle”, um êxito de 1987, não caiu imediatamente no goto das rádios e da MTV, que era uma rampa de lançamento para os novos artistas dos anos oitenta. O canal de televisão dizia que a canção era “demasiado agressiva” e recusava-se a passá-la.

Depois de várias negociações, a MTV cedeu e aceitou passar a canção na televisão. A opinião sobre o conteúdo da letra, no entanto, não mudou: “Welcome to the Jungle” só podia passar uma vez por dia e apenas às quatro da manhã, quando havia menos audiência. De repente, as audiências às quatro da manhã começaram a subir a pique e, com elas, a fama dos Guns N’ Roses. A MTV teve de ceder às evidências e até premiou a banda com o MTV Video Music Award na categoria de Melhor Novo Artista. A partir daí, os Guns N’ Roses começaram a ser conhecidos como “a banda mais perigosa de sempre”.

Duas pessoas morreram num concerto

Axl Rose refugia-se dos jornalistas

https://www.youtube.com/watch?v=Jk9zhjVpAtI

A 28 de agosto de 1988, os Guns N’ Roses estavam num bom caminho para a fama. Mas também viveram a primeira tragédia enquanto banda quando dois fãs morreram esmagados pela multidão com 107 mil pessoas enquanto assistiam ao espectáculo. Tudo aconteceu em Donington Castle, em Inglaterra, enquanto protagonizavam a primeira parte de um concerto dos Iron Maiden. Para o baixista, Duff, “aquilo era o fim da inocência”: “Tínhamos aberto concertos dos Aerosmith nos Estados Unidos e o disco tinha explodido. As coisas estavam a correr mal no espectáculo, tivemos de o parar algumas vezes, mas descobrimos mais tarde que duas pessoas tinham morrido”.

Duff McKagan já voltou a Donington cinco vezes, com bandas como os Loaded e nos Velvet Revolver. “Não tinha ninguém com quem conversar sobre o que aconteceu aqui. Não parava de chorar. Não sabia como lidar com nada daquilo. Então liguei para o meu irmão mais velho em Seattle. Ainda sinto uma responsabilidade quando volto aqui. Sinto que é solo sagrado para mim”, confessou Duff no livro It’s So Easy (and Other Lies), um dos vários que escreveu. Essa responsabilidade chegou a ser dada a Axl Rose quando os jornais escreveram que o cantor tinha incitado à violência com os discursos que fez em palco. Foi por isso que Axl decidiu afastar-se dos media: para falar com ele era preciso passar por um mar de seguranças e muitos outros protocolos.

O álbum “Use Your Illusion” foi gravado por telefone

O piano cheio de recordes

O primeiro álbum dos Guns N’ Roses testemunhava o crescimento da banda: Appetite for Destruction não foi um grande sucesso quando chegou às lojas, mas “Welcome To The Jungle”, “Paradise City” e “Sweet Child O’ Mine” conquistaram o público assim que a banda começou a abrir os concertos de artistas consagrados como The Cult, Alice Cooper e Aerosmith. O segundo álbum, GN’R Lies, era mais maduro: foi cinco vezes platina e venceu um Grammy de Melhor Performance de Hard Rock graças à balada “Patience”. Mas tem mais particularidades: essa mesma balada e “One in a Million” (uma música tão criticada pela comunidade gay e pelos defensores dos direitos humanos que a banda ficou de fora do festival Band Aid) foram ambas gravadas num só dia. O lançamento, no entanto, teve pouco impacto: o álbum chegou às bancas pouco depois da morte dos dois fãs durante um concerto em Inglaterra. E isso estava em todas as manchetes.

Use Your Illusion prometia fazer história: só no dia em que foi lançado, o álbum (dividido em dois, partes I e II, editadas no mesmo dia, 17 de setembro de 1991) vendeu 960 mil exemplares. Na altura foi um recorde. Mas nem o álbum de “Live and Let Die”, Don’t Cry” e “November Rain” foi consensual: foi quase todo gravado por telefone porque ninguém aparecia nos estúdios. Tudo porque havia uma discordância no grupo: só Axl Rose é que queria utilizar o piano nesta nova produção. Mas o vocalista acertou na teimosia: pela primeira vez, as lojas mantinham-se abertas durante a noite só para venderem os discos dos Guns N’ Roses. No total, a banda chegou a vender meio milhão de cópias em duas horas. Sabendo disto, juntaram-se todos finalmente nas traseiras de uma loja só para verem os fãs entrarem e saírem com os álbuns nas mãos.

Axl Rose cantou no coro da igreja

O membro mais sóbrio da banda

https://www.youtube.com/watch?v=E3pPKZ5xo7U

William Bruce Rose, Jr., que o público conhece por Axl Rose, cantou no coro de uma igreja local de inspiração cristã em Lafayette (estado do Louisiana) quando era criança. Foi lá que desenvolveu o timbre que o caracteriza, embora esse seja um capítulo de que gosta de falar pouco: em pequeno, Axl Rose foi abusado pelo pai e mais tarde agredido pelo padrasto. E a mãe permitia porque acreditava que era a única forma de o educar.

Nas poucas ocasiões em que falou sobre o assunto, Axl explicou que os pais o obrigavam a ir à missa três a oito vezes por dia, a estudar a Bíblia num seminário e a acreditar que quase tudo o que era sinónimo de divertimento era também uma tentação do mal. Em entrevistas, Axl Rose assumiu: “A minha igreja em particular estava cheia de hipócritas narcisistas que eram abusadores de crianças. Eram pessoas que tinham sido maltratadas durante a infância e ao longo das vidas. Eram pessoas que estavam a encontrar Deus, mas ainda viviam com os seus danos e infligiam os mesmos danos aos filhos”.

À conta de esta experiência, Axl Rose desenvolveu um transtorno obsessivo-compulsivo que o impulsionava a ter tudo extremamente organizado. Isso também o obrigava a manter-se mais sóbrio que os restantes membros da banda, que sempre o viram como o menos ligado às drogas. E, de acordo com uma ex-namorada do vocalista, chegou a julgar que estava a ser possuído pelo espírito de John Lennon e por Courtney Love.

O primeiro concerto em Portugal foi conturbado

“Oh malta, se vocês nao pararem de atirar coisas os Guns N’ Roses vão-se embora”

https://www.youtube.com/watch?v=3-avTx2ZQj4

A história já foi bem contada neste artigo sobre como foi a passagem dos Guns N’ Roses por Alvalade em 1992, contada por Pedro Vieira. Mas é sempre bom recordar que a banda veio a Portugal para apresentar “Use Your Illusion”, concerto integrado numa digressão que durou três anos e que se tornou numa das mais longa da história do rock. Um concerto em solo português que foi tudo menos tranquilo.

A sorte do público português, considera Pedro Rino, era Axl Rose até estar bem disposto naquele dia e com vontade de cantar. Quando as pessoas começaram a atirar-lhe objetos para o palco, incluindo um petardo que rebentou muito perto, Axl Rose abandonou o palco. Um segurança tentouacalmar os ânimos: “Oh malta, se vocês não pararem de atirar coisas os Guns N’ Roses vão-se embora”. Eles não foram embora e Axl Rose deitou-se no chão a cantar.

Os Guns N’ Roses e os Metallica são rivais

A birra de Axl Rose

Em 1992, pouco tempo depois do polémico concerto em Portugal, os Guns N’ Roses e os Metallica decidiram juntar-se para uma tour conjunta. Com públicos que conseguiam cruzar gostos e referências, as duas bandas concordaram em partilhar o palco: os Guns N’ Roses apresentariam Use Your Illusion e os Metallica tocariam os êxitos do disco homónimo que ficou conhecido como Black Album. Mas as coisas não foram pacíficas.

A 8 de agosto, o vocalistas dos Metallica — James Hetfield — ficou ferido no rosto por causa de um acidente pirotécnico que ocorreu durante um concerto. Hetfield não estava em condições de cantar, por isso a banda retirou-se esperando que os Guns N’ Roses pudessem resolver a situação. Mas não resolveram: o som apresentou muitos problemas e Axl Rose abandonou o concerto, alegando problemas de voz. E lá se organizou mais um motim que destruiu o palco. Os Metallica nunca perdoaram os Guns N’ Roses. E os fãs também não.

Os Guns N’ Roses tiveram de fugir numa caravana

As consequências do transtorno de Axl Rose

https://www.youtube.com/watch?v=0tBZFQf–50

O transtorno obsessivo-compulsivo de Axl Rose tornou-se ainda mais vincado no início dos anos 90. Exemplo disso foi o que aconteceu em 1991 durante um concerto: um fã dos Guns N’ Roses estava a gravar o concerto quando Axl Rose mandou parar a música porque entendeu que o homem o estava a provocar com a câmara. Como os seguranças não fizeram nada, Axl Rose atirou-se para o público para tirar a câmara ao espectador. O resto da banda abandonou o palco e o público começou um motim: muitas pessoas acabaram feridas. Os Guns N’ Roses tiveram de fugir para não serem detidas ou atacadas pelo público.

Depois desse episódio, Axl Rose fez um ultimato à banda: se os direitos da marca “Guns N’ Roses” não passassem para o nome dele com todos os membros a assinarem o contrato, a banda terminaria. Entre a espada e a parede, toda a banda assinou o contrato e os Guns continuaram neste regime até 1996, quando se separaram oficialmente. Durante esse tempo, Axl Rose ficou ainda mais possessivo: queria controlar tudo e afastou-se do grupo. Ficava sempre separado nos hóteis e os próprios colegas tinham de falar com os seguranças para chegarem até ele.

Como o nome “Guns N’ Roses” pertencia a Axl Rose, a banda nunca acabou realmente: Axl Rose dava concertos em nome do grupo, embora fosse o único da banda original. O momento da separação dos Guns N’ Roses enquanto grupo aconteceu depois de a banda ter interpretado uma versão de “Sympathy For the Devil” para o filme “A Entrevista com o Vampiro”, uma canção original dos Rolling Stones. Slash chegou a dizer que esse “é o som da banda a separar-se”.

Os Guns N’ Roses ofuscaram os Aerosmith

A consagração

Era mais um concerto dos Aerosmith, na digressão de Permanent Vacation, em 1988 (outra banda que vai estar em breve Portugal ainda este mês, a 26 de junho, no MEO Arena). Mas naquele mesmo palco, público e críticos iriam encontrar outras estrelas em ascensão que acabariam por roubar as atenções.

Os Guns N’ Roses começavam naquela altura a ganhar fama, por isso foram convidados pelos Aerosmith para abrir o concerto. O público vibrou tanto com a atuação dos novatos que o entusiasmo maior estava com a guitarra de Slash e a voz de Axl Rose. A revista Rolling Stone deixou os Aerosmith para trás e saiu de lá com uma reportagem sobre os Guns N’ Roses.