Rádio Observador

Rolls-Royce

Novo Phantom apresentado a 27 de Julho em Londres

Está pronta a 8ª geração daquele que é considerado um dos melhores automóveis do mundo. A 27 de Julho, em conjunto com os seus antecessores, a Rolls-Royce revelará em Mayfair o novo Phantom.

Autor
  • António Sousa Pereira

Mayfair, Londres, 27 de Julho. Foram estes o local e o momento eleitos pela Rolls-Royce para levar a cabo uma exposição em que juntará as oito gerações daquele que será, porventura, a sua mais emblemática criação. E como, desde 1925, o modelo só conheceu sete edições, significa isso que o evento servirá, também, para dar a conhecer o novíssimo Phantom, de que ainda não existem quaisquer informações oficiais, sendo apenas vislumbrar, no vídeo de promoção do evento, a respectiva grelha e um pormenor do habitáculo.

Nascido em 1925, o Phantom ostenta a designação há mais tempo em utilização em toda a indústria automóvel mundial. Epítome do luxo, tem sido o veículo eleito, ao longo de quase um século, por inúmeras celebridades dos mais variados sectores, da política à finança, passando pela realeza e pelas artes dos mais variados géneros, nomeadamente a música e o cinema.

Na exposição a realizar na capital inglesa, cada exemplar das anteriores sete gerações do modelo terá uma história especial para contar, quanto mais não seja por pertencer, ou ter pertencido, a alguém de relevo na sua área de intervenção. Ao longo das próximas oito semanas, a Rolls-Royce promete divulgar actualizações regulares relativas à iniciativa, mas é já certo que o Phantom I presente em Mayfair pertenceu ao ícone do cinema Fred Astaire, sendo cedido para o efeito pelo Museu Petersen, de Los Angeles, seu actual proprietário.

Na sua versão original, o Phantom contava com um motor de seis cilindros em linha e 7.668 cc, e ficou célebre, também, por ter efectuado várias voltas à recém-inaugurada pistas de testes de quatro milhas (6,43 km) da General Motors, no estado do Michigan, a uma velocidade de 128 km/h sem registar qualquer falha. Isto quando a maioria dos automóveis que por lá passava dificilmente conseguia cumprir duas sem danificar o motor.

Em 1929, com base num chassi totalmente novo, e dotado de um motor profundamente revisto, foi lançado o Phantom II. Já o Phantom III foi o último projecto em que Henry Royce, um dos fundadores da marca, participou – viria a falecer em 1933, com 70 anos, cerca de 12 meses volvidos sobre o arranque do desenvolvimento do modelo. Apresentado em 1935, e produzido desde 1936 até ao eclodir da II Grande Guerra, o Phantom III montava um motor de 12 cilindros, e o seu último chassi foi fabricado em 1941, embora só viesse a receber a sua carroçaria em 1947, já depois de terminado o conflito.

Na falta do anúncio de uma nova geração, chegou a temer-se que o Phantom viesse a ser mais uma das vítimas da guerra, mas, em 1950, acabou por surgir o Phantom IV. Começou por ser criado como exemplar único, destinado ao Príncipe Filipe e à, então, princesa Isabel, mas, uma vez tornado realidade, mais 17 exemplares foram encomendados por membros de outras famílias reais e chefes de Estado de vários pontos do globo. O seu motor de oito cilindros em linha permitia-lhe oferecer um desempenho soberbo a baixa velocidade, o ideal para participar em paradas e cerimónias afins, e exibia já no radiador o Spirit of Ecstasy, a emblemática estatueta característica da Rolls-Royce.

Com 519 exemplares produzidos entre 1959 e 1968, o Phantom V foi a escolha de personalidades como a Rainha Mãe britânica, o Rei Olav da Noruega ou John Lennon. Durante 12 longos anos foi fabricado o Phantom VI, que no seu currículo conta com uma forte proximidade com a realeza, incluindo uma versão de tecto elevado especialmente criada para celebrar os 25 anos da Rainha Isabel II no trono, e utilizada também no casamento dos Duques de Cambridge,

Por fim, em 2003, foi lançado o Phantom VII, o modelo que marcou o renascimento da Rolls-Royce, já sob a égide do Grupo BMW (no período em que o Grupo Volkswagen deteve a marca, não existiu qualquer geração do Phantom). Produzido na nova sede da marca, em Goodwood, até finais de 2016, começou por montar um V12 de 6,75 litros e 453 cv, capaz de o levar dos 0-100 km/h em 5,9 segundos. Verdadeiro ícone do luxo e do requinte, declinou nas versões de distância entre eixos mais comprida (Extended Wheelbase), descapotável (Drophead Coupé) e de duas portas (Coupé), e recebeu uma importante actualização em 2012.

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