O PSD questionou o Governo sobre o abate de sobreiros centenários na Tapada de Mafra, violações do Plano de Gestão Florestal e Plano Diretor Municipal (PDM) e a morte de crias da ave Açor pelo uso de maquinaria pesada.

O arranque de sobreiros centenários por parte da direção da Tapada Nacional de Mafra foi noticiado pelo jornal Público em maio, levando a posições públicas da associação ambientalista Quercus, que disse que o derrube das árvores não teve “a prévia e obrigatória” autorização do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, os deputados sociais-democratas Carlos Silva, Duarte Pacheco, Joana Barata Lopes e Sandra Pereira questionam se, de facto, o abate ocorreu, qual o seu alcance e os atos administrativos envolvidos.

A alegada morte de crias de Açor – uma ave protegida -, devido à utilização de maquinaria pesada, é outra das questões colocadas, assim como a abertura de caminhos, identificados pela Quercus como violando o PDM e o Plano de Gestão Florestal.

O PSD coloca ainda questões sobre a orgânica do Tapada Nacional de Mafra, gerida por uma Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada desde 1998, designadamente a exoneração daquela estrutura de representantes do ICNF e do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), e “o racional” destas decisões com a manutenção da diretora no cargo.

“Qual o Plano Estratégico que o Governo tem para a Tapada Nacional de Mafra? Quais os prazos e os parceiros essenciais para a sua implementação”, questionam.