Angola

Chefia militar angolana confirma confrontos com milícias da RDCongo

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas garantiu a segurança das fronteiras do país, mas admitiu confrontos entre forças de defesa nacional e grupos rebeldes do Congo.

O chefe do Estado-Maior General disse que Angola está vigilante para que não haja invasão do seu território pelas forças rebeldes da RDCongo, realçando que "não há qualquer sinal desse tipo"

RICARDO BERNARDO/LUSA

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) garantiu esta quinta-feira a segurança das fronteiras do país, mas admitiu confrontos entre forças de defesa nacional e grupos rebeldes da República Democrática do Congo (RDCongo).

Geraldo Sachipengo Nunda falava à imprensa, à margem da reunião conjunta dos Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre em Luanda.

Não há perigo do ponto de vista militar. As forças todas, tanto as FAA, a Polícia Nacional, os outros órgãos de segurança nacional, todos estão prontos para poderem garantir que haja estabilidade”, referiu.

A preocupação que há, segundo Geraldo Sachipengo Nunda, é com o “elevado número de refugiados”, que se aproximam dos 30.000 na região do Dundo, na província da Lunda Norte, provenientes da região do Kasai, no centro da RDCongo.

O chefe do Estado-Maior General disse que Angola está vigilante para que não haja invasão do seu território pelas forças rebeldes da RDCongo, realçando que “não há qualquer sinal desse tipo”.

Com os rebeldes houve várias ações, os rebeldes tentaram atacar as nossas posições ao longo da fronteira e foram, como é normal, derrotados, porque eles são milícias, não têm uma preparação militar muito efetiva. As armas que utilizam são muito rudimentares, além de algumas, poucas, armas automáticas”, disse, sem avançar em que período ocorreram os factos.

Acrescentou que naquela altura as forças rebeldes “tiveram a resposta adequada”, realçando igualmente os esforços das autoridades congolesas para a reposição da segurança.

Geraldo Sachipendo Nunda avançou que nesses confrontos não houve baixas a registar da parte das Forças Armadas angolanas nem da Polícia Nacional e sobre a parte das milícias não disponibiliza de “números exatos”.

Durante a sua intervenção na abertura da reunião, Geraldo Sachipengo Nunda referiu que a situação vigente no leste da RDCongo continua a ser o tema principal a abordar no encontro, para que se encontrem soluções adequadas aos problemas existentes.

No discurso de abertura, o secretário de Estado para a Política de Defesa Nacional do Ministério da Defesa de Angola, Gaspar Rufino, sublinhou a urgente necessidade de se erradicar “os conflitos e todos os males” que continuam a causar enorme sofrimento a milhares de populações africanas.

“Além de ser um fator negativo para o crescimento e desenvolvimento do continente” salientou, apelando às chefias militares reunidas “esforços conjugados” para analisar a atual realidade que alguns dos países vivem.

A situação da RDCongo mereceu já análise em maio, em Luanda, numa reunião de dois dias dos Ministros da Defesa da CIRGL, antecedida da de Chefes de Estado-Maior, em que foi discutida a segurança na região dos Grandes Lagos.

Angola preside atualmente à CIRGL, organização integrada ainda pelo Burundi, Congo, Quénia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

A SADC é integrada por Angola, África do Sul, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Madagáscar, Malaui, Namíbia, Ilhas Maurícias, Ilhas Seicheles, República Democrática do Congo, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
NATO

Os 70 anos da NATO, vistos da Europa


João Diogo Barbosa

Não só o “exército europeu” se tornou um dos temas essenciais para o futuro, como foi possível, pela primeira vez, a aprovação de um Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa

NATO

Os 70 anos da NATO, vistos da Europa


João Diogo Barbosa

Não só o “exército europeu” se tornou um dos temas essenciais para o futuro, como foi possível, pela primeira vez, a aprovação de um Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)