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Saúde

Hospital Oriental de Lisboa será feito em PPP e abre até 2024. Gestão será pública

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Hospital Oriental de Lisboa deverá abrir as portas até 2024, com 800 camas. Será construído em Parceria Público-Privada (PPP), mas com gestão pública, e manterá um polo no Hospital de São José.

Joao Relvas/LUSA

O futuro Hospital Oriental de Lisboa deverá abrir as portas até 2024, será construído em Parceria Público-Privada (PPP)e manterá um polo no Hospital de São José, estando por definir o destino do edifício da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

Em entrevista à agência Lusa, o ministro da Saúde revelou que o concurso público internacional para este hospital será lançado no segundo semestre deste ano e que a sua construção será assegurada por um privado, no âmbito de uma Parceria Público-Privada (PPP). O ministério da Saúde esclareceu entretanto que a gestão clínica do futuro Hospital Oriental de Lisboa será exclusivamente pública.

A nova unidade deverá englobar cinco hospitais: São José, Curry Cabral, Capuchos, Dona Estefânia e MAC. No conjunto, o futuro Hospital Oriental de Lisboa terá um custo de 500 milhões de euros.

Será um financiamento de médio-prazo, que poderá envolver o Banco Europeu de Investimento, e a PPP para o financiamento e construção deverá ter uma maturidade de 30 anos.

Adalberto Campos Fernandes revelou que não serão desativadas totalmente as áreas relacionadas com a saúde.

Uma parte do São José ficará como hospital de proximidade, para servir aquela população mais idosa e que beneficiará muito de estar nos bairros antigos à volta” desta unidade de saúde.

Em relação ao Hospital Dona Estefânia, é ideia deste Governo “consagrar aquele espaço, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a uma fruição de funções relacionadas com a criança e a adolescência”.

Para o edifício da MAC, que continuará a manter a sua identidade e marca e passará a integrar uma grande unidade materno-infantil no novo Hospital Oriental de Lisboa, ainda não existem planos.

“A MAC foi segurada por pontas. Houve há uns anos uma decisão precipitada de desarticular a maternidade, sem a perspetiva de abrir o novo hospital tão cedo. Temos de procurar manter a MAC a trabalhar pelos padrões de qualidade a que nos habituou e, sobretudo, não desvalorizando um conjunto de equipas que lá estão de grande valor e que queremos que se mantenham a formar médicos e enfermeiros mais jovens para depois serem transferidos para o novo hospital”, disse.

Adalberto Campos Fernandes gostaria “muito” que o edifício onde atualmente funciona a MAC “fosse dedicado a uma área não assistencial, mas de saúde”. Tal poderá passar por um museu da saúde – que está instalado numa solução provisória — ou “outras áreas relacionadas com a memória”.

“É importante que seja preservada em termos de continuidade histórica grande parte da memória que existe no SNS e, concretamente, na MAC, mas não temos a ideia fechada”. Os edifícios onde funcionam o Curry Cabral e os Capuchos terão “destinos independentes da saúde”.

O novo hospital terá mais de 800 camas e será um hospital geral e polivalente.

Segundo o ministro, o programa funcional foi revisto e o modelo de caderno de encargos está praticamente finalizado.

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