Convocadas pela actual primeira-ministra Theresa May, como forma de ganhar maior margem de apoio para a chamada “saída dura” da União Europeia que os Conservadores advogam, as eleições legislativas antecipadas da passada quinta-feira acabaram por deixar o Executivo britânico ainda mais fragilizado para as negociações do Brexit que se seguem, ao não haver maioria absoluta. Razão pela qual a Aston Martin veio já exigir, em jeito de aviso, aos políticos britânicos, garantias de estabilidade para os negócios.

É preciso que o nosso relacionamento com a Europa seja rapidamente clarificado, transmitindo igualmente maiores garantias aos nossos parceiros comerciais de que a Grã-Bretanha continua a ser um país com um ambiente empresarial dinâmico e fértil para prosperar”, refere a marca de desportivos de luxo inglesa, num comunicado assinado pelo CEO Andy Palmer.

A Aston Martin recorda ainda à classe política a necessidade de garantias, para que os negócios e os investimentos no país possam continuar: “Não conseguimos enfatizar o quão importante é uma tomada de posição política rápida e decisiva, que garanta às empresas que podem continuar a investir, visando um crescimento a longo prazo e o assegurar da competitividade global da economia britânica.”