Foi apenas um acrescento num artigo de todo um Regulamento Disciplinar mas promete ser a próxima frente de confronto entre Benfica e Sporting. “É revelador de indignidade agravada o ato de fumar na zona técnica, incluindo cigarros eletrónicos, e expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos”, foi apresentado como adenda ao artigo 136.º A). E aprovado. Mas qualquer semelhança com a realidade pode não ser pura coincidência: ainda se recorda do famoso caso do túnel entre Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Carlos Pinho, líder do Arouca?

“Isto é uma palhaçada, é inacreditável”, lamentou Bruno Mascarenhas, representante dos leões na Assembleia Geral da Liga, falando fora da reunião que abandonou por instantes, antes de escalpelizar o motivo da indignação.

Presidentes do Sporting e Arouca constituídos arguidos no caso do túnel de Alvalade

“Hoje, à má-fila e de uma forma cobarde, o Benfica apresentou uma proposta de um artigo que gerou grande perplexidade. E quem veio em termos de votação coadjuvar esta proposta do Benfica? Nada mais, nada menos do que o Arouca, o V. Setúbal e um jogador – saiu o presidente do Famalicão e veio um ex-jogador do Benfica, João Tomás. Isto, evidentemente, é uma indignidade. Os únicos clubes que votaram contra foram o Sporting e o FC Porto, e todos os outros assobiaram para o lado, abstendo-se, o que é mau. Por sete votos, este artigo passa a fazer parte do Regulamento Disciplinar da Liga, o que é uma vergonha. Estamos aqui a tarde toda a discutir coisas sérias e aparece uma coisa destas”, explicou o dirigente verde e branco, antes de deixar a promessa de “luta” no futuro.

“Isto é uma perseguição ao nosso presidente, é absolutamente inaceitável. Que fiquem a saber, a Liga de Clubes, a Federação e toda a gente, que esta aberração terá consequências jurídicas nos locais próprios, porque há momentos em que não é possível continuar a assobiar para o lado. O Sporting e o seu presidente não deixarão de intervir para se defenderem desta indignidade”, completou em declarações aos jornalistas presente.

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Num outro âmbito, uma outra proposta, neste caso apresentada pelo FC Porto, foi objeto de chumbo pelos clubes que marcaram presença na Assembleia Geral da Liga de Clubes: a possibilidade de haver um quadro sancionatório de interdição do recinto para clubes que apoiem claques que não estejam legalizadas. Num quadro de castigo de quatro a 12 jogos foi chumbado, de dois a quatro encontro também.

Acrescente-se que esta Assembleia Geral da Liga de Clubes, que se realizou esta segunda-feira no Porto, é a segunda parte da reunião magna que teve início no passado dia 29 de maio.