Tiroteio

Atirador que feriu congressista queria “destruir Trump” e foi voluntário na campanha de Bernie Sanders

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"Está na hora de destruir Trump" terá dito o atirador que disparou contra o congressista Steve Scalise. Chama-se James T. Hodgkinson e tinha 66 anos. Foi voluntário na campanha de Bernie Sanders.

reuters/Twitter

Um dos alvos era Steve Scalise, o congressista líder dos republicanos na Câmara dos Representantes. Mas não só. Scalise e outras cinco pessoas pessoas ficaram feridas após um homem armado ter entrado a disparar num jogo-treino de basebol, em Alexandria, perto de Washington, entre vários políticos americanos que preparavam um jogo solidário. O atirador é James T. Hodgkinson que acabou por morrer.

A confirmação da morte foi dada pelo próprio presidente americano, Donald Trump, que Hodgkinson considerava ser “um traidor”. Trump terá, aliás, sido o motivo do tiroteio. James T. Hodgkinson chegou a ser levado para o hospital, junto com as outras vítimas, mas não resistiu aos tiros que sofreu durante a detenção por parte da polícia.

De 66 anos, James T. Hodgkinson residia em Belleville, no estado norte-americano de Illinois. Era inspetor de casas numa empresa imobiliária mas a sua licença caducou em novembro do ano passado. Tinha sido voluntário na campanha presidencial de Bernie Sanders para as primárias dos democratas, em 2016, que Sanders perdeu para Hillary Clinton.

Acabei de ser informado de que o alegado atirador no jogo-treino de basebol é alguém que aparentemente se ofereceu para a minha campanha presidencial. Estou enojado por este ato desprezível. Violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade e condeno esta ação com ostermos mais fortes possíveis”, disse Sanders esta quarta-feira, no Senado.

O diretor da campanha de Sanders em Iowa, Robert Becker, confirmou ao The Washington Post que o atirador não teve nenhum papel de relevância na campanha. Acrescentou ainda que não tinha encontrado ninguém que se lembrasse dele.

Hodgkinson não só foi voluntário do partido adversário ao de Donald Trump, como expressou publicamente o que sente pelo agora presidente dos Estados Unidos. Uma conta do Facebook que se acredita ser de Hodgkinson, mostra várias fotografias de Bernie Sanders e publicações anti-Trump, conta o The Washington Post.

Trump é um traidor. Trump destruiu a nossa democracia. Está na hora de destruir a Trump & Co.”, pode ler-se numa publicação de 22 de março, onde Hodgkinson partilhou uma petição para destituir os presidente e vice-presidente dos Estados Unidos. Hodgkinson era também presença frequente em protestos anti-Trump.

Este não foi o primeiro crime de Hodgkinson. O atirador já tinha registo criminal. Em 2006, foi acusado de violência doméstica mas o caso acabou por ser arquivado, conta um jornalista da NBC. Em março deste ano, a polícia foi chamada na sequência de relatos de que cerca de 50 tiros tinham sido disparados por Hodgkinson numa zona pouco povoada perto de Belleville. Mais tarde, a polícia confirmou que tinha uma licença de posse de arma.

Houve quem se tivesse mostrado incrédulo. “Só podem estar a brincar comigo”, foi a reação de Charles Orear, dono de um restaurante em St.Louis, que conheceu Hodgkinson durante a campanha presidencial de Sanders. Ao The Washington Post, Orear descreveu o atirador como sendo uma “pessoa sossegada” e “muito reservada”.

Um vizinho que não se quis identificar disse, em declarações à mesma fonte, que Hodgkinson já não estava a viver na casa “há algum tempo” e acrescentou que a mulher saiu de manhã para o trabalho como usualmente fazia.

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