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Portugal 2020

Banco Europeu de Investimento visita na próxima semana projetos para alargar perímetro de rega do Alqueva

Uma delegação do Banco Europeu de Investimento irá visitar, na próxima semana, projetos que integram a candidatura apresentada por Portugal para alargar o perímetro de rega do Alqueva.

O ministro afirmou que a candidatura se insere no Programa Nacional de Regadios lançado pelo Governo visando novos regadios no Alqueva

NUNO VEIGA/LUSA

Uma delegação do Banco Europeu de Investimento (BEI) irá visitar, na próxima semana, projetos que integram a candidatura apresentada por Portugal para alargar o perímetro de rega do Alqueva, anunciou esta quarta-feira, em Santarém, o ministro da Agricultura.

Luís Capoulas Santos, que esta tarde encerrou o seminário sobre “a importância da produção nacional de cereais”, uma das “Conversas de Agricultura” que integram o programa da Feira Nacional da Agricultura, que decorre em Santarém até domingo, disse que a visita da missão do BEI corresponde à fase final de um período de negociação para obtenção de financiamento no âmbito do Plano Juncker.

O ministro afirmou que a candidatura se insere no Programa Nacional de Regadios lançado pelo Governo visando novos regadios no Alqueva, que, juntamente com os perímetros de rega que estão obsoletos e que serão reabilitados com financiamento do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), permitirão, até 2020, “fazer mais cerca de 90.000 hectares de regadio” no país.

“A água e o regadio são fundamentais para Portugal e foi por essa razão que o Governo, como consta do seu programa, decidiu avançar com um programa nacional de regadios”, disse, apontando a reabilitação de perímetros de rega que se tornaram obsoletos e que deixaram de ser usados ou são deficientemente utilizados, “porque têm 40, 50 anos, nalguns casos”, a par do aumento das áreas de regadio.

Essas novas áreas surgirão sobretudo no Alqueva, “onde existe uma grande reserva hídrica que é possível utilizar para regar uma área maior do que aquela que atualmente existe e que ronda os 120.000 hectares”, afirmou.

Capoulas Santos afirmou que o Governo tem “consciência que é possível ampliar essa área, porque, quer as culturas que se foram instalando quer a eficiência dos sistemas de rega que foram evoluindo, permitem hoje irrigar maior área, e portante produzir mais, contribuir mais para as exportações e para a redução das importações”.

O ministro afirmou que, tendo em conta que apenas a reabilitação de perímetros de rega tem financiamento no PDR 2020, o Governo decidiu apresentar, para as novas áreas, uma candidatura ao BEI, através do Plano Juncker, “que permita um período de carência de sete anos, um juro bastante baixo e um período de amortização que irá até 2047”.

Segundo Capoulas Santos, o Governo tem vindo a negociar com o BEI a candidatura apresentada em setembro de 2016, tendo respondido “a todas as questões solicitadas”, esperando que a vinda da missão — que estará “no terreno” entre segunda e quarta-feira da próxima semana — “seja o culminar dessa negociação”.

A expectativa, afirmou, é que, no próximo outono, estejam a ser lançados os novos blocos de rega, pois os projetos estão concluídos e “apenas aguardam luz verde quanto ao financiamento para poderem ser imediatamente lançados”.

Na sessão promovida pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Capoulas Santos referiu ainda a recentemente anunciada criação de um grupo de trabalho para delinear “uma estratégia e um plano de ação para a recuperação da produção de cereais em Portugal”.

A 54.ª Feira Nacional da Agricultura/64.ª Feira do Ribatejo decorre até domingo no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, com os cereais como tema dominante, com o objetivo de chamar a atenção para as dificuldades de produção deste tipo de cultura num país mediterrânico.

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