O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta quarta-feira o reforço da cooperação com o Chile nas áreas da prevenção e combate a incêndios florestais e referiu-se à “eterna dívida de gratidão” resultante da morte em Portugal de sete bombeiros chilenos.

António Costa falava no Palácio La Moneda, em Santiago, após ter estado reunido com a presidente chilena, Michelle Bachelet, que antes tinha agradecido ao primeiro-ministro português a presença de mais de 50 bombeiros nacionais, em 2016, no combate a incêndios florestais.

Neste ponto, António Costa salientou que Portugal e o Chile enfrentam problemas comuns, sendo o caso mais grave o dos incêndios florestais. Mas, no caso de Portugal, segundo o primeiro-ministro, “há uma eterna dívida” em relação à presença de bombeiros chilenos no combate a incêndios nas florestas nacionais.

O Chile já perdeu sete dos seus filhos ajudando Portugal a combater incêndios. Dois bombeiros morreram em 2003 e cinco outros em 2006. Esta é uma dívida que teremos para sempre, como gesto de grande solidariedade do povo chileno em relação a nós”, declarou o líder do executivo nacional.

Neste contexto, o primeiro-ministro defendeu que Portugal e Chile devem unir-se e cooperar melhor para responder a um conjunto de questões, designadamente “como melhorar a prevenção, como melhorar a organização no combate ou como valorizar melhor dos pontos de vista ecológico e económico essa riqueza extraordinária que são as florestas”. “Esta deve ser uma outra área de trabalho conjunto entre Portugal e o Chile”, acrescentou António Costa.