O presidente dos Estados Unidos está a ser investigado por suspeitas de obstrução à justiça, avança o The Washignton Post. A investigação está a ser liderada pelo procurador especial Robert S.Mueller, no âmbito do caso das interferências russas nas eleições presidenciais norte-americanas.

O crime de obstrução à justiça não tem paralelo com crimes estipulados no Código Penal português. Na prática, esse crime norte-americano é imputado a alguém que tentou impedir o bom curso de uma investigação judicial ou a realização da Justiça.

A investigação de alegada obstrução à justiça começou alguns dias depois de Comey ter sido despedido no dia 9 de maio. Desde aí, a equipa de Mueller está à procura de de potenciais testemunhas dentro e fora do governo.

Investigadores da equipa de Mueller interrogaram Daniel Coats, Mike Rogers e Richard Ledgett, responsáveis Agência de Segurança Nacional. Estes agentes daquela conhecida secreta norte-americana concordaram em ser questionados no âmbito da investigação de Mueller.

Fontes oficiais disseram que não sabem se Coats, Rogers e Ledgett irão descrever completamente as conversas que tiveram com Trump ou se a Casa Branca irá invocar os seus privilégios executivos para impedi-los de falar.

A Agência de Segurança Nacional disse num comunicado que “irá cooperar plenamente com o procurador

especial”. A Casa Branca está a direcionar todas as questões relacionadas com a investigação das interferências russas para o advogado de Donald Trump, Marc Kasowitz.

A investigação tinha estado, até agora, focada em descobrir a existência de alguma coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia e de possíveis crimes económico-financeiros entre os associados ao presidente norte-americano.

Agora, segundo esta notícia do Washigton Post, estará em causa um possível crime de obstrução à justiça do próprio Trump.

Ex-diretor do FBI nomeado para supervisionar investigação sobre a Rússia