Na passada segunda-feira, o Senado norte-americano recebeu uma proposta do presidente Donald Trump: nomear George Edward Glass para embaixador dos Estados Unidos em Portugal. Glass disse ao canal Fox 12 que estava “orgulhoso e honrado pela nomeação”. Falta agora a aprovação do comité de relações internacionais do Congresso em Washington.

Mas quem é o o sucessor de Robert Sherman que ocupará o edifício que acolhe a embaixada na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa?

Não será a primeira vez que pisará solo português. George Glass visitou Portugal em abril de 2014. Esteve em Lisboa e seguiu para Fátima. É católico praticante e assistiu à procissão das velas no Santuário, a 27 de abril. Fê-lo na companhia da “melhor mulher do mundo”. É assim que a descreve na publicação que fez no Twitter.

É também no Twitter que se descreve a ele próprio como um “pai, marido, orgulhoso de ser ambos”. Tem três filhos. Partilha frequentemente fotografias ao lado da sua mulher, Mary Glass, com quem é casado há 31 anos e com quem criou uma fundação sem fins lucrativos. A George and Mary Glass Foundation foi fundada em novembro de 2014 e, desde aí até junho do ano seguinte, recebeu 200 mil dólares (cerca de 179,5 euros) em doações, usados para financiar atividades de educação católica em escolas do estado norte-americano de Oregon, de onde ambos são naturais.

Foi na Universidade de Oregon que George Glass tirou a licenciatura e foi lá que se tornou mais tarde administrador. Para além do que se descobre através da sua atividade nas redes sociais, um comunicado emitido pela Casa Branca no dia da nomeação do embaixador revelou mais algumas informações acerca do possível próximo homem dos EUA em Portugal .

Glass fundou, foi presidente e vice-presidente durante 25 anos, entre 1990 e 2014, da Pacific Crest Securities em Portland, uma empresa de investimentos bancários sediada em Oregon. Desde 2015 que é proprietário e sócio gerente da MGG Development LLC em Lake Oswego, Oregon, uma empresa que compra e gere complexos de apartamentos e casas de aluguer. É esse o seu atual cargo profissional ao mesmo tempo que se mantém como administrador da Faculdade de Saúde e Ciência da Universidade de Oregon.

Glass fez doações no valor de 157 mil dólares (cerca de 140,9 mil euros) durante campanha das eleições presidenciais de 2016. De acordo com documentos da Comissão Eleitoral Federal, revelados pelo canal Fox 12, apesar do possível embaixador ter doado 2,7 mil dólares (2,4 mil euros) para a campanha do democrata Ron Wyden, a grande maioria das doações foram para candidatos e partidos republicanos. Glass doou quase 83 mil dólares (74 mil euros) para a campanha presidencial de Donald Trump e para a Trump Victory Committee, um comité conjunto de angariação de fundos para a campanha do presidente americano.

Só falta o Fado e o futebol português

Glass visitou Fátima. É fã de futebol (mas do americano) e um dos seus três filhos, Andrew J. Glass, que estuda na Universidade de Princeton, em Nova Jérsia, jogou mesmo na equipa dos Princeton Tigers. Falta saber se George Glass é apreciador de Fado. Por enquanto sabe-se que é fã dos Eagles, a banda norte-americana de rock formada nos anos 70. No dia do seu aniversário, Glass esteve, não pela primeira vez, na primeira fila de um dos seus concertos.

O novo embaixador dos EUA em Portugal é também um amante da natureza. No Twitter partilha frequentemente fotografias de caminhadas no Colorado, muitas na companhia da mulher, ou de espingarda na mão quando vai à caça no estado norte-americano do Minnesota.

A imagem de capa da sua página do Twitter é uma fotografia de George ao lado de outro homem numa piscina “infinita” da Quinta do Crasto, em Sabrosa, na região do Douro. Não é conhecida a data da foto. Se for pela natureza, Portugal será a morada certa do possível próximo embaixador dos Estados Unidos.

A fotografia de capa do Twitter de George Glass

Na passada segunda-feira, o Senado norte-americano recebeu uma proposta do presidente Donald Trump: nomear George Edward Glass para embaixador dos Estados Unidos em Portugal. Glass disse ao canal Fox 12 que estava “orgulhoso e honrado pela nomeação”. Falta agora a aprovação do comité de relações internacionais do Congresso em Washington.

Texto editado por Filomena Martins