As passwords pertencentes a milhares de funcionários do governo, onde se incluem mil deputados britânicos e funcionários parlamentares, 7 mil membros da polícia e mais de mil pessoas ligadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, estavam a ser vendidas e trocadas em sites de pirataria informática de língua russa, avança o The Times.

Alguns do ministros mais próximos de Theresa May, como a Secretária de Estado da Educação, Justine Greening, e o Secretário de Estalo dos negócio, Greg Clark, estão entre os lesados.

O Centro Nacional de Crime e Segurança (NCSC) confirmou que o seu conselho de segurança cibernética foi destacado para os departamentos governamentais para tratar da ocorrência. A maioria das passwords foram comprometidas no ano de 2012 na rede social LinkedIn, na qual milhões de detalhes foram roubados.

Na sequência do ataque, os utilizadores foram aconselhados a alterar as suas senhas no site e em outras contas nas quais utilizassem a mesma password. Este aviso foi repetido em 2016, quando se descobriu que as credenciais estavam a ser vendidas por gangues criminosos.Um “incidente histórico” é forma como o porta-voz do Governo britânico caracteriza o acontecimento.

Quando isto aconteceu, o LinkedIn avisou que os utilizadores da rede deveriam mudar as suas passwords. Quem já não estiver a usar as suas credenciais não terá a sua conta comprometida, afirmou.

Os piratas informáticos russos foram também acusados de atingir 21 sistemas estatais nas eleições dos Estados Unidos da América, em 2016. O Reino Unido também foi vítima de um ataque cibernético a nível mundial, no passado mês de maio, que atingiu os serviços de saúde e provou o cancelamento de operações, a mudança de pacientes e desvio de ambulâncias.