Esta notícia é para o “pessoal” que acha que a auto-estrada é o local ideal para acertar umas contas com o condutor do lado, só porque fez algo que não lhe agradou, ou apenas porque sim. Sendo este muitas vezes o argumento mais utilizado. O motard acerta um chuto pífio no automóvel, um daqueles que dificilmente tinha riscado a pintura, quanto mais feito uma mossa. O condutor do carro – e aqui as opiniões dividem-se – tanto pode ter “acordado” e, se assustado, guinado à esquerda (versão oficial, do automobilista e dos media, pelo menos), empurrando sem querer a moto contra o separador central, como, apercebendo-se da agressão, pode ter decidido pagar-lhe com a mesma moeda e empurrá-lo até ao rail de betão. Mas isto foi apenas o início e o pior estava para vir.

Parece continuar a haver quem esqueça que, nos dias que correm, é quase impossível circular numa estrada minimamente concorrida sem que atrás de si siga, pelo menos, um condutor que no seu veículo tenha instalada uma câmara que vai gravando tudo o que à sua frente vai acontecendo – o Citroën C3 até faz disso equipamento de série. O que, por outro lado, permite registar e partilhar momentos absolutamente inusitados do que por aí se vai passando nas estradas de todo o mundo.

No que às aberrações rodoviárias diz respeito, a Rússia, até pela proliferação das referidas câmaras (já consideradas essenciais para resolver conflitos e sinistros, inclusive junto das seguradoras), ocupará, muito provavelmente, o lugar cimeiro nas tabelas de visualização destes momentos nas redes sociais. Mas está (muito) longe de ser o único país onde merece bem a pena atentar no comportamento de alguns utilizadores da via pública, como o bem prova o filme que agora nos chega dos EUA.

Contrariando a regra de que os condutores dos veículos de duas rodas são um dos elementos mais frágeis das estradas, numa auto-estrada norte americana, um motociclista atinge, deliberadamente, com o pé o veículo que segue na sua frente. Este acaba por perder o controlo da viatura, embatendo com alguma violência no separador central, após o que atravessa, completamente desgovernado, as quatro faixas de rodagem, pelo caminho atingindo uma pesada pick-up Cadillac Escalade, que nada tinha que ver com a disputa, e acaba por capotar.

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Como o filme em questão não permite ver o que antes se poderá ter passado entre os dois principais protagonistas, é difícil saber o que terá levado o motociclista a tomar tão radical (mas sempre indesculpável) atitude. Pelas imagens disponíveis, adivinha-se que poderá não ter gostado de não lhe ter facilitada a ultrapassagem, para isso se colocando entre a faixa de rodagem mais à esquerda e o separador central para pontapear a lateral do veículo que o precedia.

Por outro lado, um olhar mais atento permite perceber, também, que a reacção do automobilista não parece ser a mais lógica para a situação em questão. Ao invés de guinar para a direita, para se afastar do “agressor”, antes investe para a esquerda, no que parece uma tentativa de ripostar e atingir o motociclista (o que acaba por conseguir), mas com tal ímpeto que acaba depois por virar no sentido contrario, na tentativa de evitar o embate com o separador central de betão, acabando por perder o controlo do veículo, vindo a colidir praticamente de frente com o dito separador, com os resultados já descritos.

Quanto ao motociclista, duas notas. Por um lado, com alguma perícia, e uma “pontinha” de sorte, aguenta o embate com o automóvel, evita por centímetros o contacto com o separador central, não perde o controlo da moto, contorna os destroços e segue, placidamente, viagem. Atitude que, por seu turno, leva a que esteja já a ser procurado pelas autoridades, que o acusam de fuga de local do acidente. É mesmo caso para dizer: “só visto”! E pode ver aqui.