A Coreia do Norte comparou esta terça-feira o presidente norte-americano Donald Trump ao líder nazi Adolf Hitler e acusou as suas políticas de serem o “nazismo do século XXI”.

Através da agência de notícias norte-coreana KCNA, o país defendeu que a política de Trump “é a versão americana do nazismo que ultrapassa o fascismo do século passado na sua natureza feroz, bruta e chauvinista”.

O princípio de «a América primeiro»… defende a dominação mundial com recurso a meios militares, tal como foi o caso do conceito de Hitler de ocupação mundial”, pode ler-se no texto publicado pela agência KCNA.

Pyongyang acusou ainda Donald Trump de “seguir as políticas ditatoriais de Hitler” para dividir os outros em duas categorias, “amigos e inimigos”, a fim de justificar a “supressão” do inimigos.

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A Coreia do Norte responsabilizou o presidente norte-americano de bloquear fornecimentos de materiais hospitalares, “um ato antiético e desumano, muito superior ao bloqueio de Hitler a Leningrado”. A publicação fazia referência ao período de quase 900 dias, durante a Segunda Guerra Mundial, em que as tropas alemãs, italianas e finlandesas fizeram um cerco militar a Leningrado, atualmente São Petersburgo, na Rússia, limitando a chegada de comida e energia elétrica à população.

Estas acusações surgem dias antes da visita de Moon Jae-in, atual presidente da Coreia do Sul, eleito no início de maio, a Washington.

As tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos continuam a aumentar. Na semana passada, Otto Warmbier, o estudante norte-americano condenado a 15 anos de trabalhos forçados, acabou por morrer depois de ter estado em coma durante mais de um ano.

Coreia do Norte diz que não torturou estudante dos EUA: “Somos a grande vítima”

Dias depois, a Coreia de Norte veio negar qualquer tortura a Warmbier e culpar a família pela sua morte. Um porta-voz, em declarações à mesma agência norte-coreana disse que o facto de o estudante ter morrido “de repente” em menos de uma semana de ter regressado aos EUA “é um mistério”. “Para deixar claro, somos a maior vítima deste incidente”, disse ainda.