Segurança

Vai de férias? Esse chapéu-de-sol pode matá-lo

264

Aproxima-se o período em que a maioria dos portugueses ruma ao seu lugar de veraneio. De carro e, habitualmente, carregado até cima. Mas sabe que essa mala, chapéu-de-sol ou brinquedo podem matá-lo?

A história repete-se ano após ano. Depois de meses de trabalho, as famílias portuguesas rumam finalmente ao seu destino de Verão, em busca do mais que merecido descanso, diversão, ou ambos. Para a maioria, essa viagem em direcção ao idílico destino – tradicionalmente, a praia – realiza-se de automóvel, que nestas alturas não só tem de carregar com a família inteira, como com os mais diferentes pertences de cada um. E todos sabemos que, quanto toca a ir de férias, o céu é o limite, pelo menos no que respeita ao volume de bagagem.

Mas quase tão importante quanto a quantidade de carga transportada é a forma como esta vai acondicionada. Isto porque objectos soltos na bagageira transformam-se em verdadeiros projécteis em caso de acidente, podendo facilmente ceifar a vida de qualquer um dos ocupantes. Basta pensar que, em caso de desaceleração violenta, um brinquedo, mala ou chapéu-de-sol pode atingir uma força 50 vezes superior ao seu peso.

O automóvel clube alemão, ADAC, tenta chamar a atenção, em vídeo, para uma realidade que os condutores – e as pessoas, em geral – tendem a esquecer: é forçoso ter muita atenção em relação à forma como acondicionamos os objectos dentro do carro, especialmente nos veículos como as carrinhas ou os SUV, em que a mala não está fisicamente separada do habitáculo.

O filme da ADAC contempla duas situações distintas. Na primeira, surge o condutor sem cinto de segurança e o passageiro com, mas com os pés em cima do tablier. Lá atrás, a bagagem criteriosamente empilhada, visando o total aproveitamento do espaço, mas sem qualquer sistema de retenção que a impeça de invadir o habitáculo. No total são quatro malas, uma geleira e um sem-número de acessórios, entre mesa, duas cadeiras, chapéu-de-sol, raquetes e um jogo de petanca, cujas esferas de 700g são perfeitamente assassinas durante um acidente violento, se estiveram mal acondicionadas. Como seria previsível, é o fim dos dois adultos, que se não sucumbissem aos ferimentos provocados pelo embate no volante, para o condutor, e no tablier e tejadilho para, o passageiro, eram vítimas das bagagens, atiradas contra ambos a uma velocidade incrível. E isto numa simulação de acidente a somente 50 km/h.

Após este reality check, a ADAC propõe-nos um segundo crash test à mesma velocidade, mas agora com os dois ocupantes convenientemente sentados e protegidos pelo cinto de segurança, com a bagageira bem acondicionada lá atrás, estando os objectos mais pesados presos por uma cinta. É claro que se o veículo em causa fosse mais recente e estivesse equipado com a rede de separação do habitáculo, que muitos modelos oferecem, seja de série ou como opcional, nada disto seria necessário.

Como um bom vídeo vale mais do que mil palavras, veja com atenção este filme:

Participe nos Prémios Auto Observador e habilite-se a ganhar um carro

Vote na segunda edição do concurso dedicado ao automóvel cuja votação é exclusivamente online. Aqui quem decide são os leitores e não um júri de “especialistas” e convidados.

Participe nos Prémios Auto ObservadorVote agora

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt
António Costa

O desrespeito como forma de governar /premium

André Abrantes Amaral

Costa desvaloriza os factos, desconsidera e desrespeita as pessoas porque dessa forma se desresponsabiliza. Tal é possível porque o PS estagnou, não só a economia, mas também a essência da democracia.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)