Spoiler alert: a Transformação Digital não é uma questão tecnológica. É, antes, uma nova abordagem onde as Tecnologias de Informação desempenham um papel chave na transformação da própria estrutura e processos da empresa. Uma transformação que, de alguma forma, quase todas as empresas já começaram a abraçar. Seja porque já têm uma parte do negócio na cloud, ou já têm dados analíticos para sustentar a decisão, ou até porque o social business já é uma realidade e a mobilidade – difícil de escapar, seja qual for o setor de atividade – já mereceu investimento. A questão que agora se coloca é: qual a maturidade que esses negócios na Transformação Digital, têm nos dias de hoje? Já avaliou a maturidade do negócio?

A Microsoft e a IDC apresentam uma ferramenta online muito útil, que todos podem testar, e que permite avaliar essa mesma maturidade, criando no final um documento, baseado nas respostas dadas no inquérito, com recomendações que podem ajudar a traçar melhor o caminho na Transformação Digital. E, mais do que isso, esse documento permite comparar a maturidade da sua organização face à do mercado global.

Há 5 pilares a explorar

Vamos analisar aqueles que são considerados os cinco pilares da Transformação Digital: a liderança, a omni-experiência, a informação, o modelo operacional e o worksource.

Na liderança, falamos basicamente no desenvolvimento da visão para a transformação digital dos produtos, dos serviços e das experiências.

Num recente inquérito foi divulgado que 53% dos participantes admitiu ter como estratégia de crescimento o desenvolvimento de novos produtos e serviços nos mercados onde atua. Já 46% baseia a sua estratégia de crescimento no aumento de quota de mercado e 36% quer avançar para novos mercados, nomeadamente abraçando a internacionalização.

Afinal qual a importância da lealdade?

Da denominada omni-experiência, o segundo pilar da Transformação Digital, deverá resultar um aumento da lealdade. Como? Através da amplificação de experiências interativas, com abordagem omnipresente ao ecossistema das organizações.

São vários os desafios ou melhor, reptos, que esta omni-experiência proporciona. O primeiro será o aumento de vendas, gerindo a relação com os clientes através da utilização de ferramentas do dia-a-dia. Algo que a Microsoft, por exemplo, consegue proporcionar através do programa de gestão de relacionamento com o cliente, através do CRM Dymanic 365. A contínua melhoria do serviço ao cliente é outro ponto que não poderá ser descurado, seja através da implementação de um portal de serviços, da segmentação de campanhas de e-mail, ou e-mail tracking, ou ainda mantendo relação proativas com os clientes.

Outro desafio nesta omni-experiência é o denominado social selling que, no final, deverá ter contribuído para fortalecer relações, algo igualmente potenciado pelo Dynamics 365.

Algumas recomendações dadas por estes especialistas passam por desenvolver comunidades entre os clientes ou potenciar a utilização da informação das redes sociais de forma a criar mecanismos de social selling. O uso de mecanismos de suporte ao cliente, através da integração de sistemas de call center on-demand é ainda altamente aconselhável.

Vamos dosear a informação

Os dados são o novo ouro do século XXI. Mas a verdade é que esta informação, se não bem aproveitadas, se não for bem analisada e bem estruturada, pouco mais faz do que ocupar espaço num servidor. Daí que as ferramentas de Business Intelligence (BI) sejam, hoje, o melhor suporte à decisão. A Microsoft salienta a necessidade de garantir que a sua organização tenha processos standard de recolha e tratamento de dados e que utilize a informação para suporte ao negócio, com visões completas dos clientes, através do Power BI e do Dynamics 365, que já mencionámos anteriormente. Através destas ferramentas é possível ter relatórios e datasets interativos ou dashboards, em tempo real, em qualquer dispositivo.

Um passo à frente é o machine learning, que permite precisamente a gestão de grande quantidade de dados e uma análise avançada para facilitar previsões e estratégias futuras.

Estamos diante um modelo operacional de excelência

O modelo operacional, que é apontado como o quarto pilar da Transformação Digital, terá de garantir a execução de operações mais eficazes, potenciando bens digitais. Basicamente, o modelo deverá definir “como” o trabalho é executado em termos de transformação digital. Para ser bem-sucedido, o modelo terá de garantir o cumprimento dos normativos legais e fiscais, por exemplo através do Dynamics NAV, e fazer a gestão dos recursos de forma simplificada, quer sejam recursos humanos, logísticos e financeiros, assim como clientes e fornecedores.

Por outro lado, e porque a mobilidade é um tema incontornável nos dias de hoje, este modelo tem ainda que permitir aos colaboradores e fornecedores o acesso à sua plataforma de gestão de recursos empresariais a partir de qualquer lugar e dispositivo.

Por último, o modelo operacional tem de ser o garante do desenvolvimento de uma cultura digital na empresa, promovendo as melhores práticas de implementação de controlo de qualidade, assim como fazer uma gestão completa que vá desde a produção até à faturação passando pelo serviço ao cliente.

O foco nos recursos

Por último, os recursos. A contratação, a implementação e a integração de recursos internos e externos tem vindo a ganhar cada vez mais relevância dentro das organizações e um forte critério de competitividade.

Daí que ter mobilidade de acesso à informação, a colaboração e comunicação dentro da empresa, e até mesmo a proteção dos dados e da informação assumam um papel primordial. Para isso, a Microsoft aconselha a que garanta que os colaboradores tenham acesso a toda a informação corporativa e essencial ao trabalho, em qualquer equipamento e em qualquer lugar. Desta forma, permite que possam partilhá-la com clientes e fornecedores com total segurança. Por outro lado, a empresa advoga ainda a necessidade de promover o trabalho colaborativo e a partilha de conhecimento entre as pessoas. Também aconselham a que aumente o engagement dos colaboradores relativamente à visão, missão e valores da empresa.

Claro que, depois, tudo isto dependerá do nível de maturidade da empresa. E, por isso, a pergunta volta a impor-se: já avaliou a maturidade do negócio?