Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Há muito que o Dieselgate ultrapassou as fronteiras dos EUA, onde foi espoletado, e é na Alemanha que continuam a decorrer boa parte das iniciativas destinadas a apurar o quê, o quem e o como da manipulação dos dados relativos às emissões de poluentes de modelos vários, e de várias marcas, do Grupo Volkswagen. A mais recente a ser envolvida nesta questão foi a Porsche, com o Automotive News Europe a noticiar que a procuradoria de Estugarda tem em curso uma investigação, destinada a averiguar se alguns funcionários da famosa marca de desportivos estiveram envolvidos na criação de software ilegal, que permitisse alterar, de forma fraudulenta, os valores das emissões.

Em causa estará o motor turbodiesel de 3,0 litros de origem Audi, que a Porsche instala em alguns dos seus modelos, e que já levou a procuradoria de Munique a abrir uma investigação que visa determinar se a marca dos quatro anéis participou na criação e desenvolvimento do software ilegal no mesmo encontrado. No caso da Porsche, um procurador de Estugarda veio já a terreiro esclarecer que a investigação em curso não é ainda formal, mas apenas preliminar, embora motivada pelos mesmos objectivos.

Formal é, sim, a investigação a três altos quadros da Bosch, destinada a apurar a sua possível intervenção na fraude das emissões protagonizada pela Volkswagen. Isto porque é tido que o maior fabricante do mundo de componentes para automóvel foi parte activa, quando não fundamental, no desenvolvimento da unidade de gestão do motor EDC17, destinada ao motor Diesel EA189 da Volkswagen, que está no epicentro do escândalo.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR