Uma “Bosco Verticale” (“Floresta Vertical”, em português) vai ser construída perto da cidade chinesa de Liuzhou. Trata-se de uma nova visão do conceito de urbanização do arquiteto italiano Stefano Boeri, que inclui planos elegantes, verdes e amigos do ambiente para as torres habitacionais.

Prevê-se que as torres erguidas por Stefano Boeri tenham 116 e 76 metros de altura, com cerca de 800 árvores e 14 mil plantas nas futuras fachadas dos edifícios reforçados com aço. “A biodiversidade é um dos desafios mais importantes no meio urbano”, diz Stefano Boeri à CNN. Nos blocos, as plantas terão como missão despoluir o ar, ao filtrar as poeiras, e absorver o dióxido de carbono.

O grupo de Boeri está também a propor uma configuração semelhante para a cidade de Shijiazhuang, enquanto que no centro de Nanjing dois arranha céus cobertos de plantas foram recentemente inaugurados. Segundo a revista londrina de design e arquitetura Dezeen, a cidade floresta a criar em Liuzhou será casa para 30 mil pessoas, numa variedade de áreas residenciais, onde se incluem espaços comerciais e recreativos, duas escolas e um hospital.

À lista dos benefícios óbvios desta construção, acrescenta-se a redução da temperatura do ar, barreiras de som naturais e a criação de habitat para pássaros, insetos e pequeno animais. O arquiteto estima que a “floresta” absorva perto de 10 mil toneladas de CO2 e 57 toneladas de poluentes por ano, enquanto produz 900 toneladas de oxigénio. Ao todo, a cidade terá 40 mil árvores e quase um milhão de plantas.

Boeri e a sua equipa de trabalho ganharam recentemente um concurso para erguer um arranha-céus semelhante em Lausanne, na Suíça. A torre “La Tour des Cedres”, como foi apelidada, vai buscar o nome aos cedros que adornam os 36 andares e 117 metros do edifício.

A construção da cidade floresta de Liuzhou está atualmente em execução e estima-se que seja concluída em 2020.

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