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Vieira da Silva: descida do desemprego é “constatação” da recuperação da economia

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou que a nova descida da taxa de desemprego é "a constatação" que a recuperação da economia e do emprego se está "a concretizar a um ritmo significativo".

A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou esta sexta-feira que a nova descida da taxa de desemprego é “a constatação” que a recuperação da economia e do emprego se está “a concretizar a um ritmo significativo”. O Instituto Nacional de Estatística reviu esta sexta-feira em baixa de 0,3 pontos percentuais a taxa de desemprego de abril para 9,5%, o valor mais baixo desde dezembro de 2008, estimando para maio uma nova descida para 9,4%.

Comentando estes números, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social afirmou que evidenciam “uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior”.

É a constatação de que a perspetiva de recuperação da economia portuguesa e do emprego se está a concretizar a um ritmo significativo“, disse Vieira da Silva, à margem do encontro comemorativo dos 20 anos da Rede Construir Juntos, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.

O governante salientou que a taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de “uma forma muito mais significativa”.

Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008″, vincou.

Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.

Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano. “Isto quer dizer que todos os meses esse valor se consolida em um crescimento líquido de emprego que é relevante e é o complemento necessário para a baixa da taxa de desemprego”, explicou.

O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.

Em termos homólogos, o valor provisório apontado para o INE para maio representa uma descida face aos 11,2% observados um ano antes.

A estimativa da população desempregada em abril foi de 490,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,4% em relação ao mês precedente (menos 12,2 mil), enquanto a população empregada foi estimada em 4,664 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 13,4 mil pessoas) face ao mês anterior.

A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas.

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