Rádio Observador

Ministério da Defesa

PS preocupado face a roubo de material de guerra viabiliza audição de Azeredo Lopes

130

Preocupado com o roubo de material de guerra em Tancos, o PS viabilizará os requerimentos do PSD e do CDS-PP para a ida do ministro da Defesa Nacional ao Parlamento.

O PS também não tem "nada a opor" à audição do chefe do Estado-Maior do Exército

ANTONIO JOSE/LUSA

O PS manifestou-se, este sábado, preocupado com o roubo de material de guerra em Tancos e disse que viabilizará os requerimentos do PSD e do CDS-PP para a ida do ministro da Defesa Nacional ao parlamento.

“O PS não tem nada a opor, está sempre do lado da verdade e dos esclarecimentos, naturalmente que a posição do PS será favorável”, declarou à Lusa o deputado Miguel Medeiros, coordenador dos socialistas na comissão de Defesa.

Para José Miguel Medeiros, é necessário aguardar por todas as investigações em curso para se poder tirar conclusões, sustentando que “o problema não está no ministro”.

“O PS naturalmente está preocupado com a situação, aquilo que nos compete é ouvir o que o ministro vai dizer sobre o que se passou, que investigações estão a decorrer, e se foram tomadas as medidas adequadas para evitar que situações destas se repitam”, disse.

Quanto ao requerimento apresentado pelo PSD para ouvir o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, o PS também não tem “nada a opor”, mas frisou que em primeiro lugar deve ser ouvido o responsável político.

O PCP também já afirmou que viabilizará a ida de Azeredo Lopes ao parlamento e considerou que o deve fazer “o mais rapidamente possível”.

Em declarações aos jornalistas, na sexta-feira no parlamento, o deputado António Filipe afirmou que “há que averiguar as circunstâncias em que o assalto ocorreu” e que “o Governo deve informar a Assembleia da República e o país o quanto antes acerca das averiguações”.

“A comissão de Defesa vai discutir na próxima semana, obviamente que o PCP considera que o ministro da Defesa deve ir à Assembleia da República prestar os esclarecimentos que tiver e que deve fazê-lo o mais rapidamente possível”, disse.

Do lado do BE, o deputado João Vasconcelos confirmou hoje que apoiará o requerimento para ouvir Azeredo Lopes.

Os requerimentos para a audição de Azeredo Lopes – e no caso do PSD também do Chefe do Estado-Maior do Exército – deverão ser votados na Comissão de Defesa na próxima terça-feira.

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada na quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’, tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros.

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

Em declarações hoje à SIC, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, reconheceu que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha “conhecimento do conteúdo dos paióis” e admitiu a possibilidade de fuga de informação.

Além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, vai decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades, disse.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)