Rádio Observador

Armamento

Espanha divulga a lista de material roubado em Tancos

4.953

O Exército Português não quis divulgar a lista de material de guerra roubado em Tancos mas o jornal El Español publicou este domingo toda a informação, incluindo quantidades

A lista de material roubado em Tancos inclui 44 granadas foguete antitanque

AFP/Getty Images

Autores
  • Ana França
  • Agência Lusa

O jornal El Español divulgou durante a madrugada de domingo uma lista completa do material bélico roubado dos paióis de Tancos. O Exército Português tinha optado por não divulgar a lista para não prejudicar a investigação mas o jornal espanhol teve acesso à informação e publicou não só o tipo de equipamento roubado mas também as quantidades.

Eis a lista completa:

  • 1450 cartuchos de 9 mm;
  • 22 Bobinas de fio para ativação por tração;
  • 1 Disparador de descompressão;
  • 24 Disparadores de tração lateral multidimensional inerte;
  • 6 Granadas de mão de gás lacrimogéneo CS / MOD M7;
  • 10 Granadas de mão de gás lacrimogéneo CM Anti-motim M / 968;
  • 2 Granadas de mão de gás lacrimogéneo Triplex CS;
  • 90 Granadas de mão ofensivas M321;
  • 30 Granadas de mão ofensivas M962;
  • 30 Granadas de mão ofensivas M321;
  • 44 Granadas foguete antitanque carro 66 mm com espoleta M4112A1 com lançamento M72A3 –M/986 LAW;
  • 264 Unidades de explosivo plástico PE4A;
  • 30 CCD10 (Carga de corte);
  • 57 CCD20 (Carga de corte);
  • 15 CCD30 (Carga de corte);
  • 60 Iniciadores IKS;
  • 30,5 Lâminas KSL (Lâmina explosiva)

Contactado pela agência Lusa, o Exército escusou-se a comentar a notícia do jornal espanhol.

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada na quarta-feira, ao final do dia, a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’, tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

Em declarações à SIC, o chefe do Estado-Maior do Exército, reconheceu que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha “conhecimento do conteúdo dos paióis” e admitiu a possibilidade de fuga de informação.

No sábado, o Exército anunciou que foram reforçadas as medidas de segurança nos Paióis Nacionais de Tancos e determinadas inspeções a estes paióis e aos de Santa Margarida.

Em comunicado, o Exército referiu ainda que serão instaurados vários processos de averiguações e instaurado o sistema de vigilância eletrónica ainda em 2017.

Estas medidas acrescem às exonerações anunciadas pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte, de cinco comandantes de unidades do ramo para não interferirem com os processos de averiguações sobre o furto de material de guerra em Tancos.

O general reiterou que “pessoalmente” admite a possibilidade de ter havido fuga de informação face às “evidências” conhecidas, frisando que foram escolhidos dois paióis específicos em 20 e não eram os que estavam mais próximos da entrada.

Além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, vai decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades, disse.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)