Mais de 3.000 participantes são esperados na edição deste ano do encontro nacional de ciência, que começa segunda-feira, em Lisboa, tendo a Índia como país convidado.

A iniciativa, que decorre até quarta-feira, é organizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em colaboração com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.

No final da sessão de abertura serão entregues medalhas de mérito científico a 17 académicos, investigadores, empresários e ex-dirigentes de instituições, nomeadamente, a título póstumo, ao biólogo e oceanógrafo Mário Ruivo, que morreu em janeiro, ao antigo ministro da Educação e ex-reitor Diamantino Durão, à fundadora da farmacêutica Hovione Diane Villax, ao historiador Fernando Rosas, ao ex-diretor da agência espacial europeia Jean-Jacques Dordain e ao empresário Rui Nabeiro.

Durante três dias haverá várias sessões temáticas paralelas, incluindo sobre nanotecnologia, robótica, biomedicina, bioquímica, agricultura sustentável, novos materiais, supercomputação, florestas, geologia marinha, espaço, doenças infeciosas, migrações, neurociências e cidades inteligentes.

As competências digitais, a diplomacia científica, os desafios para a investigação sobre o cancro, a Europa e o Mediterrâneo e a cooperação científica entre Portugal e Índia são temas de sessões plenárias, encerradas por ministros.

No evento estarão expostos, entre vários projetos com tecnologia ‘made in Portugal’, um protótipo de um carro de Fórmula 1 e de um robô submersível e uma maqueta do satélite europeu Gaia.

No encontro vão ser apresentados também os termos de referência, para discussão, do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia 2017-2020, que define 14 agendas temáticas de investigação e inovação, englobando arquitetura, florestas, património cultural, agroalimentar, espaço e observação da Terra, inclusão social, mar, saúde, formas avançadas de computação e comunicação, turismo, sistemas sustentáveis de energia e robótica.

São esperadas as intervenções dos ministros da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, dos Negócios Estrangeiros, da Presidência e da Modernização Administrativa e da Saúde, do comissário europeu Carlos Moedas, do diretor-geral da Saúde, Francisco George, e do patologista Manuel Sobrinho Simões.

A iniciativa, cujo comissário é o ex-presidente da FCT, Luís Magalhães, tem entrada livre.