Decoração

Os banquetes mais luxuosos do mundo têm dedo português

818

Desde 2012 que Carlos Pimenta Machado e Jean-François Le Dû correm o mundo a decorar banquetes luxuosos. Agora, a JFC - Heritage Designers quer voltar-se para o mercado português.

O que para o leigo é simplesmente decoração, para estes dois empresários e decoradores é arte da mesa. Nos últimos anos, Jean-François Le Dû e Carlos Pimenta Machado têm sido responsáveis por alguns dos banquetes e festas mais luxuosos do mundo, pedidos extravagantes que muitas vezes exigem que tudo seja desenhado à medida, dos pratos e copos às próprias mesas. “É como um estilista a preparar uma coleção de alta costura. Tudo é personalizado”, refere o português Carlos Pimenta Machado.

Depois de ter estudado hotelaria na Suíça e de se ter mudado para a Ásia, onde trabalhou com vários hotéis de luxo, Carlos juntou-se a Jean-François Le Dû. Há mais de 35 anos que o francês se dedica a conceber eventos realmente especiais e, a partir de 2012, os projetos de decoração passaram a ser elaborados a quatro mãos. Para a maioria dos clientes da JFC – Heritage Designers a palavra budget não conhece limites. Provas? Basta olhar para o rasto que os dois decoradores andam a deixar pela Europa. Do Palácio Garnier, em Paris, ao Museu Vaticano, passando por uma festa inédita no Calimármaro, o primeiro estádio olímpico grego, os cenários são dignos da realeza e os projetos, apesar de focados nas mesas, chegam a todos os detalhes da decoração.

“Temos tido sempre o privilégio de fazer eventos em sítios muito especiais, com histórias que nos ajudam a criar as nossas decorações”, acrescenta Carlos. Pratos, talheres, toalhas, guardanapos — tudo é comprado ou mandado fazer para encaixar no conceito da festa. Um conceito que tanto pode estar alinhado com o fausto de Versalhes, como pode seguir linhas mais minimais e contemporâneas. Mas este trabalho criativo vai além dos objetos utilitários. Algumas mesas pedem bordados ricos, outras exigem que os dois decoradores contem com a ajuda de verdadeiros mestres das flores. Isto para não falar de peças meramente decorativas, como as avestruzes em prata utilizadas num almoço realizado no palácio Residenz, em Munique. O tesouro da família real da Bavária foi a grande fonte de inspiração, por isso, as aves foram adornadas com safiras e rubis.

Até aqui, a presença no mercado português tem sido quase nula. Contam-se alguns eventos para estrangeiros e um único para clientes portugueses, que teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, em 2015. O mesmo não se pode dizer da proveniência das peças utilizadas nos banquetes. “Até aqui, nunca comprámos nada que não fosse português, a não ser que não houvesse. Foi sempre uma prioridade. Temos coisas extraordinárias: cerâmicas, cristais e dos têxteis nem se fala. Além disso, aqui, podemos controlar a produção de perto e isso dá-nos outra segurança”, afirma Carlos.

Orçamentos de milhões que a JFC – Heritage Designers quer agora adaptar ao mercado português. “Com o acervo que temos, podemos fazer coisas em Portugal, diferenciando-nos do que já existe no mercado. E não têm de ser projetos de milhões. Às vezes, as pessoas assustam-se um bocado porque, realmente, fazemos eventos num segmento de luxo, mas a verdade é que conseguimos responder a várias situações”, afirma o português. Por detrás da estratégia, esconde-se uma vontade de trabalhar em Portugal. O desejo não é de agora, mas o sucesso da investida vai depender de quão luxuoso estiver o apetite do país.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mgoncalves@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)