Foram pouco mais doze mil Model S, e dez mil Model X, os automóveis vendidos pela Tesla no segundo trimestre de 2017. Um valor abaixo dos 25.051 veículos comercializados nos primeiros três meses do ano, mas que, ainda assim, permitiu à marca californiana cumprir o limite mínimo do volume de produção por si estabelecido para o primeiro semestre, situado entre as 47 mil e as 50 mil unidades.

Uma quebra que, curiosamente, não tem por origem na redução da procura pelos modelos americanos, mas sim com a falha temporária no fornecimento dos packs de baterias, que ditou um abrandamento da cadência produtiva da ordem dos 10%. Importa, agora, saber quando poderá o normal ritmo de fornecimento de baterias ser restabelecido, tanto mais que a Tesla atravessa uma fase crítica da sua existência, como o Observador já teve oportunidade de noticiar.

O Model 3, o seu modelo mais acessível de sempre, proposto a partir de 35.000 dólares (31.000€) e que conta com mais de 400 mil pré-encomendas registadas, vai entrar em produção já na próxima sexta-feira, tudo indicando que será entregue aos primeiros clientes a 28 de Julho. Se bem que recorrendo a packs de baterias de dimensões ligeiramente inferiores aos utilizados pelos maiores e mais dispendiosos Model S e X, a verdade é que o Model 3 vai elevar o ritmo de produção da Tesla para valores nunca vistos. Se actualmente o fabricante especializado em automóveis eléctricos constroi cerca de 100.000 carros/ano, este volume vai aumentar já em 2018 para 340.000 (100.000 Model S e X, a que se somam os 240.000 Model 3), pelo que a falta de baterias em quantidade suficiente, a não ser resolvida rapidamente, pode tornar-se num handicap com grandes repercussões, económicas e em matéria de imagem.

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