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Investigadores espanhóis descobriram aquilo a que chamaram de “síndrome do super-crescimento”, uma doença rara que provoca um crescimento irregular e malformações em determinadas partes do corpo. A descoberta surgiu na sequência do estudo “Malformações Capilares nas Pontas dos Dedos e Distúrbios Associados: Relato de 9 Casos”, publicado na revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

A síndrome revela-se por um “hiper-crescimento”, ou seja, um aumento anormal de partes do corpo. Em alguns casos, essas anomalias surgem logo ao nascimento. Desse “crescimento anormal”, os investigadores destacam a chamada Síndrome Finca – quando o super-crescimento afeta a ponta dos dedos de forma centrípeta. Esta descoberta foi feita por especialistas do Hospital Universitário La Paz, de Madrid, e da Clínica Universitária de Navarra.

As malformações capilares são as anomalias vasculares mais frequentes. Apesar de muitas vezes serem considerados como casos isolados, podem apresentar outras deformações mais graves.

No caso da síndrome de Finca – a anomalia na ponta dos dedos -, os menores a quem lhes a doença foi diagnosticada tiveram problemas “muito sérios”, referiu Juan Carlos López-Gutiérrez, principal responsável pelo estudo e também pela área de Anomalias Vasculares Congénitas, do departamento de Cirurgia Pediátrica de La Paz. Diz o investigador, citado pelo El Mundo, que esses problemas foram encontrados ao longo de nove anos e que “todos os pacientes acabaram com problemas de tromboembolias pulmonares ou transtornos neurológicos, causados por problemas de coagulação”.

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O que é uma tromboembolia?

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Trata-se da obstrução de um vaso sanguíneo provocada pela passagem contínua de coágulos sanguíneos provenientes de uma trombose vascular localizada antes dessa obstrução.

Até agora não temos encontrado nenhum paciente com malformação capilar na ponta dos dedos que não tenha outras malformações associadas”

Esta descoberta vai permitir procurar outros genes que relacionem o super-crescimento a outras anomalias vasculares. O primeiro passo, acreditam os investigadores, é conseguir estudar os tecidos dos pacientes com essa anomalia. “Esperamos encontrar esses tecidos num prazo de cinco anos”.

Em nove anos – entre 2006 e 2016 – foram diagnosticados nove pacientes e em todos eles foram diagnosticados as anomalias assim que nasceram.