Os 12 militares que foram detidos na passada terça-feira vão ficar em prisão preventiva com a medida de coação mais gravosa. Os outros quatro empresários também detidos foram sujeitos a uma medida de coação menos gravosa. Os militares foram acusados por crimes de corrupção passiva e ativa para ato ilícito, abuso de poder e falsificação de documentos. As detenções ocorreram no âmbito da operação “Zeus”.

“A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e no âmbito de um inquérito dirigido pelo DIAP de Lisboa, na sequência e em complemento da operação realizada no mês de novembro do ano passado, deteve doze militares e quatro empresários ligados ao ramo da comercialização de géneros alimentícios”, pode ler-se no comunicado emitido pela Polícia Judiciária.

Entre os 12 militares detidos, estão um coronel, um tenente-coronel, um major, três capitães, cinco sargentos e um major-general, do qual já é conhecida a identidade. De acordo com o jornal Público, é o major-general Raul Amadeu Milhais Carvalho que foi responsável pela Direção de Abastecimento e Transportes da Força Aérea até ao final do ano de 2016.