Em seguimento do lançamento do míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte, Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) na ONU, admitiu que o país pode fazer uso da força “se necessário”, segundo a Reuters.

Nikki Haley afirmou numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que as ações da Coreia do Norte estavam “a fechar qualquer possibilidade de uma resolução diplomática” e que os EUA estão preparados para se defenderem a si e aos aliados. Já esta quarta-feira, Rex Tillerson, secretário de Estado dos EUA apelou a uma “ação global” em resposta a estes testes que representam um “nova escala” de ameaça para o mundo. Porém, Pyongyang disse que não negociaria nenhum acordo a menos que os EUA terminassem a sua “política hostil” contra a Coreia do Norte. A China e a Rússia já se opuseram ao uso de força militar.

Uma das nossas capacidades reside nas nossas consideráveis forças militares. Iremos fazer uso delas, se necessário, mas preferimos não ter que ir nessa direção”, apontou Nikki Haley.

A embaixadora dos EUA na ONU afirmou que o país vai propor novas sanções para a Coreia do Norte nos próximos dias e advertiu que, se a Rússia e a China não apoiarem o movimento vão seguir o próprio caminho. Apesar de não avançar detalhes sobre as sanções, esta aponta algumas opções como o corte da comunidade internacional das principais fontes da moeda, restringir o fluxo de petróleo aos militares e programas de armas e aumentar as restrições a áreas marítimas e aéreas.

Liu Jievy, embaixador da China na ONU, referiu que este lançamento era “inaceitável” e uma “violação flagrante” das resoluções da organização. As tensões aumentas na véspera do início da cimeira do G20 que decorre esta sexta-feira, em Hamburgo.

Míssil da Coreia do Norte foi uma prenda para os “sacanas dos americanos”