O Governo de Moçambique vai propor uma reorganização dos níveis de ensino no país para que as crianças possam fazer todo o ensino primário sem mudar de escola, anunciou a tutela.

A proposta a levar à Assembleia da República prevê que o ensino primário passe a compreender seis classes, divididas em dois ciclos de aprendizagem de três anos cada, de acordo com Ismael Nheze, diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação, citado pela edição de hoje do jornal moçambicano Notícias. Atualmente, o ensino primário de Moçambique está dividido em dois graus: do primeiro ao quinto ano e outro com a sexta e sétima classe.

A proposta de alteração pretende “reduzir o número de crianças que fica de fora do sistema de ensino por falta de escolas” que lecionem o segundo grau “nas respetivas áreas de residência”, refere-se. No novo modelo, o ensino secundário passará a ter seis classes organizadas em dois ciclos, do 7.º ao 9.º ano e outro do 10.º ao 12.º ano – atualmente o secundário começa no 8.º ano.

Prevê-se ainda que a escolaridade obrigatória passe para nove anos, “cabendo ao Conselho de Ministros determinar o ritmo de implementação, de acordo com o desenvolvimento socioeconómico do país”. A frequência obrigatória da escola vigora até ao sétimo ano. A proposta está a ser divulgada pelos diferentes estabelecimentos de ensino do país.