Granizo, chuva forte e inundações. Foi este o cenário que se viveu esta quinta-feira no norte e centro do país. Em Góis, as enxurradas ajudaram a limpar as cinzas de 17 de junho, mas há várias regiões afetadas.

Três semanas depois de os distritos de Coimbra e Leiria conhecerem um dos seus piores incêndios de sempre, os fogos deram lugar, esta quinta-feira, a inundações e enxurradas, como aconteceu em Góis ou Castanheira de Pera.

Numa das localidades, Alvares, a autarquia até teve de rebentar um dique para evitar danos mais graves, depois de uma ribeira ter inundado duas casas. Durante a tarde a forte chuva que caiu sobre a a Serra da Lousã resultou numa enxurrada na ribeira do Sinhel, que galgou as margens na praia fluvial de Álvares e inundou uma casa habitada e uma garagem.

Água, lama e pedras. Tudo a escoar pelas encostas que não conseguem reter qualquer água, depois de ter ardido tudo no meio do mês de junho. A cheia atingiu ainda duas eletrobombas do sistema de abastecimento público. Cerca de 100 pessoas ficaram sem água, nesta freguesia.

Na Lousã e em Miranda do Corvo, a trovoada e o granizo deram origem a inundações, que derrubaram árvores e destruiram culturas agrícolas. Também em Lousã uma habitação ficou inundada, tal como a via pública.

Na freguesia das Gândaras, em Fontaínhas, concelho da Lousã, o temporal “derrubou seis árvores”. Até cabos elétricos da rede pública foram arrastados. Em algumas zonas, o gelo acumulado chegou a ter “meio metro de espessura”, diz o comandante dos Bombeiros Voluntários desta vila.

Em Vila Real, na zona do Pinhão, Alijó, olivais e vinhas destruídos pelo arrastão de terras e pedras. Também aqui, registaram-se inundações em casas e na estação de comboios.