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É a fotografia que está marcar o encontro G20, o grupo com as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia: o primeiro aperto de mão entre Vladimir Putin, líder russo, e Donald Trump desde que o milionário foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. O encontro entre os dois aconteceu em Hamburgo, na Alemanha.

A forma como Donald Trump dá um aperto de mão tem sido várias vezes noticiada. Quando não é ignorado, o presidente norte-americano tem a sua técnica. Primeiro, aperta a mão de forma intensa. Depois abana-a verticalmente e, por vezes, puxa quem está a cumprimentar em sua direção. No final, exceto quando o outro se recusa a fazer, como aconteceu com o presidente francês Emmanuel Macron, liberta finalmente a mão do seu colega.

Mas quando era Vladimir Putin quem Donald Trump teria de cumprimentar, foi colocada a dúvida se o presidente norte-americano iria utilizar a técnica do costume. Isto porque o presidente russo tem um método de aperto de mão semelhante. Veja a análise na fotogaleria acima.

Foi um único momento, com várias fotografias e com uma crítica. Vem do filho de Donald Trump que usou o Twitter para o fazer. “Com todas as máquinas a fotografar tão rápido, conseguem memo que eles [Trump e Putin] estão a dizer? Quantas fotografias são precisas da mesma cena?”, pode ler-se na publicação.

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Donald Trump teve a primeira palavra: “Senhor Putin, é uma honra estar aqui consigo”. Putin respondeu dizendo que estava “encantado” por conhecer pessoalmente Trump e que “esperava que o encontro trouxesse resultados”.

Falámos por telefone várias vezes sobre importantes questões bilaterais e internacionais. Mas a conversa por telefone nunca é suficiente “, refletiu Putin.

O presidente russo defendeu a necessidade de se reunir mais vezes com o seu homólogo norte-americano a fim de serem resolvidas “questões internacionais bilaterais e delicadas”.

Aos jornalistas, Donald Trump fintou as perguntas sobre uma alegada influência russa nas eleições norte-americanas de onde o multimilionário saiu vitorioso. Disse apenas, dirigindo-se a Trump: “Estamos ansiosos para que um monte de coisas positivas aconteçam à Rússia e aos Estados Unidos”.