As cheias são um fenómeno natural que pode ter as mais variadas origens, mas que chega quase sempre de repente e têm o condão de surpreender tudo e todos. A rápida subida do nível da água apanha frequentemente desprevenidos automobilistas, mas desta vez a surpresa foi pelo facto de um dos veículos atingidos ser um elegante – e dispendioso – Ferrari.

Os superdesportivos da casa italiana são conhecidos e até respeitados, por uma série de características que fazem crescer água na boca aos amantes de emoções fortes. São potentes, aceleram de forma exuberante, curvam nas horas e travam ainda melhor do que aceleram. Tudo é perfeito, contando que seja no asfalto. Porém, na água, nada feito. Tem o mesmo destino dos outros automóveis, mesmo os substancialmente mais acessíveis: metem água, estragam o motor (sobretudo se ficarem submersos ainda em funcionamento), arruínam o interior, fritam o sistema eléctrico e, no limite, vão ao fundo, qual Titanic.

Vem isto a propósito do que aconteceu em Cleveland, no Ohio, no último dia de Junho, quando uma chuvada repentina provocou uma quase instantânea subida das águas. E, no meio da desgraça, houve um condutor que deu nas vistas, uma vez que insistiu seguir em frente em vez de ter o bom senso de não se colocar naquela situação. É que não só estava aos comandos de um veículo muito baixo, como o seu carro, em novo, exigiu um investimento mínimo de 338 mil euros (pelo menos em Portugal).

As imagens filmadas por outro condutor – daqueles mais previdentes, que se pôs a salvo da enchente – mostram o Ferrari e ir com a corrente, literalmente, e a tentar fazer de barco. O FF é um modelo muito especial da casa italiana, lançado em 2011, pois não só possui tracção integral, como tem aspecto de shooting brake e oferece quatro lugares, sendo um dos poucos modelos da marca do Cavallino Rampante a esgrimir estes argumentos.

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O motor atmosférico que o anima é um V12 com 6,3 litros de capacidade, fornecendo 660 garbosos corcéis, o que explica a facilidade que o FF tem em atingir 335 km/h e os 100 km/h em somente 3,7 segundos. Como o FF foi substituído em 2016 pelo GTC4 Lusso, muito similar, mas já com 680 cv, o condutor da “embarcação” de Maranello pode optar entre pagar uma conta calada na oficina e arriscar ter um Ferrari que irá cheirar a mofo durante uma eternidade, ou partir rapidamente para a aquisição de um dos novos GTC4 Lusso. E, se continuar a revelar a mesma falta de tacto, o melhor mesmo é optar por um veículo anfíbio. Veja aqui como tudo acabou:

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