Até aqui um dos poucos fabricantes históricos de superdesportivos a renegar o sucesso comercial que são os SUV e crossovers, determinada a não seguir os passos de rivais como a Lamborghini, a Aston Martin ou a Bentley, a Ferrari pode, afinal, estar prestes a dar o braço a torcer. Isto porque segundo avança a britânica Car Magazine, o mítico fabricante de Maranello terá já cedido ao peso do dinheiro e estará a trabalhar naquele que será o primeiro SUV da sua história. Que, apontado a 2020, tem como nome interno de código F16X.

De acordo com a mesma publicação, o modelo, que fontes internas da marca do Cavallino Rampante continuam a afirmar não ser um SUV, estará a ser desenvolvido lado a lado com a nova geração GTC4, uma espécie de shooting brake em que o fabricante está a trabalhar. Sendo que as informações recolhidas pela revista descrevem o F16X como um modelo de cinco portas, de linhas exteriores tipo coupé, mas também com maior altura ao solo, e com todo o luxo, performance e desempenho esperados num Ferrari.

Com apresentação prevista para 2020, o futuro crossover de Maranello deverá ter por base a mesma arquitectura em alumínio do futuro GTC4, ainda que com uma distância ao solo maior que a esperada na shooting brake. A que deverá juntar-se uma evoluída tracção integral permanente, resultado do conhecimento reunido pelos engenheiros da Ferrari desde o lançamento do FF, em 2011.

As fontes contactadas pela Car Magazine terão referido ainda a possibilidade de o F16X vir a exibir umas inesperadas e pouco habituais portas traseiras de abertura ao contrário, também conhecidas como “portas suicidas”. O que, a confirmar-se, significará também o desaparecimento do pilar B e um acesso particularmente facilitado ao interior do habitáculo.

Já quanto a motores, o crossover de estreia da Ferrari deverá abdicar, pelo menos de início, do incontornável V12 que também equipa o GTC4 Lusso, optando por um V8 a gasolina, ou até mesmo por uma motorização híbrida, que tornará este modelo o primeiro Ferrari com motor híbrido a gasolina e eléctrico, desde o LaFerrari.

O F16X poderá chegar ao mercado por preços a rondar os 300 mil euros, valor que, ainda assim, não deverá impedir a marca do Cavallino Rampante de duplicar as suas vendas para números a rondar os 16 mil veículos/ano. Algo que, aliás, o CEO da marca de Maranello, Sergio Marchionne, já assumiu por diversas vezes ter como objectivo, nomeadamente através de uma declarada aposta no mercado norte-americano dos 4×4.