Pedro Dias foi esta segunda-feira formalmente acusado do homicídio qualificado de Liliane Pinto. Assim, e de acordo com o Ministério Público, ficou provado que também atirou sobre a mulher de 26 anos que acabaria por morrer em Aguiar da Beira em abril, meio ano depois do marido Luis Pinto e do militar da GNR Carlos Caetano.

Recorde-se que, em março, o Ministério Público da Guarda já tinha deduzido acusação contra Pedro Dias pela prática de dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro.

O arguido, suspeito da prática dos crimes de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, foi ainda acusado de crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas, lê-se num comunicado publicado no site da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

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Segundo a mesma fonte, o inquérito teve início em 11 de outubro de 2016, na sequência dos homicídios de um militar da GNR e de um cidadão residente em Trancoso, e das tentativas de homicídio de um outro militar da GNR e de uma cidadã também de Trancoso, sendo que estas duas vítimas e uma outra pessoa de Arouca foram ainda sujeitas a sequestro.

Como a antiga funcionária da Santa Casa da Misericórdia conseguiu sobreviver meio ano, o Ministério Público decidiu separar os processos para evitar qualquer tipo de pendências.