Desenhado por Adrian Newey, o mago da aerodinâmica e da engenharia que concebeu os F1 da Red Bull, que venceram quatro campeonatos do mundo de forma consecutiva, o Aston Martin Valkyrie só podia ser uma máquina espectacular, tanto em matéria de design, como de apuro aerodinâmico e tecnológico. E, quanto mais se conhece do superdesportivo inglês, mais estamos certos de que as expectativas não vão sair defraudadas.

Para manter a chama viva junto dos potenciais clientes – todos os que veneram esta classe de veículos e que têm à mão um mínimo de 3 milhões de euros para materializar o seu sonho –, a Aston Martin revelou mais uns detalhes do exterior, mas especialmente do habitáculo do seu modelo mais possante, que contará com um motor V12 atmosférico com 6,5 litros.

As fotos agora tornadas públicas mostram um habitáculo muito “clean” – espartano, dirão alguns –, de onde sobressai um volante tipo F1, onde está integrado um dos quatro painéis de informação de que o modelo usufrui. Dos restantes ecrãs, o maior surge ao centro do tablier, com os restantes dois a estarem localizados nas extremidades do tablier, onde são projectadas as imagens recolhidas pelas pequenas câmaras que substituem os retrovisores exteriores que, neste modelo, pura e simplesmente não existem – em abono da verdade, esta não será a única concessão do Valkyrie à optimização aerodinâmica, que, é bom recordar, é a especialidade de Newey.

Na consola surgem uns botões e, tanto quanto dá para ver, um deles serve para seleccionar o P (park) na caixa automática, uma vez que o N (neutral) está acessível no lado esquerdo do volante. Se quer saber para que servem o resto dos botões, o melhor mesmo é frequentar um curso rápido que certamente a Aston Martin – ou a Red Bull, porque isto de F1 é mais com eles – fornecerá gratuitamente aos seus clientes.

Em relação à carroçaria do coupé, há agora mais pormenores, a juntar aos faróis divulgados há dias. Destaque para a já mencionada ausência dos retrovisores e para presença de uns imensos túneis inferiores para canalizar o ar que passa sob o carro, actuando somo extractores e, literalmente, colando o superdesportivo ao solo. E isto porque Newey está apostado em conseguir a desejada down force sem recorrer a asas muito generosas, que têm o condão de limitar a capacidade do modelo em alcançar uma velocidade máxima que deixe toda a gente boquiaberta.