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Fogo de Pedrógão Grande

Governo considera que austeridade não é responsável pela tragédia em Pedrógão Grande

Não há nenhum indício de que a austeridade seja culpada pela tragédia de Pedrogão Grande e pelo assalto em Tancos, segundo o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

Luís Montenegro, defendeu que "há já evidências de que a política financeira deste Governo tem impacto na vida das pessoas", acusando o Governo "de uma austeridade manhosa, porque não assumida"

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares considera que não há nenhuma evidência de que a austeridade seja a responsável pela tragédia em Pedrógão Grande e pelo assalto em Tancos, numa entrevista à TSF e Diário de Notícias.

No dia em que se debate o Estado da Nação, Pedro Nuno Santos referiu na entrevista, que será emitida na integra durante a manhã pela TSF, que nos casos de Tancos e do incêndio em Pedrógão Grande, o Governo não tem a informação de que tenham sido motivados pela austeridade.

Não temos informação, antes pelo contrário, de que estes sejam acontecimentos motivados pela austeridade presente ou passada. (…) Essa é outra resposta com que alguns se precipitaram de forma oportunista para explicar dois incidentes graves que têm que ter resposta, mas cuja explicação muito provavelmente não é essa, o que não quer dizer que não haja necessidade de em geral se investir e se aumentar o investimento nos serviços públicos”, disse.

Na entrevista, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares lembrou que “foi com o PSD e o CDS no Governo que os serviços públicos sofreram os maiores cortes dos últimos anos”.

Há necessidade de aumentar o investimento nos serviços públicos. Isso é uma prioridade para o PS”, disse.

Pedro Nuno Santos destacou também que “os portugueses continuam a confiar no Estado”.

Já conquistámos a confiança dos portugueses e não a perdemos. (…) Nós nunca na ação política estamos isentos de falhas. É uma ação humana e, portanto, na ação humana há falhas, mas sinceramente a avaliação que faço, não perco muito tempo com isso, é a de que o Governo esteve claramente à altura na reação a esses acontecimentos”, sublinhou.

O debate sobre o estado da Nação acontece menos de um mês depois do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e duas semanas após ter sido detetado um furto de armamento pesado nos Paióis Nacionais de Tancos, que já levou à exoneração temporária de cinco comandantes de ramos.

No domingo foram conhecidos os pedidos de exoneração, aceites por António Costa, de três secretários de Estado – Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira -, que na segunda-feira foram constituídos arguidos pelo Ministério Público no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro2016 a convite da Galp.

Sobre prováveis demissões de ministros, Pedro Nuno Santos disse na entrevista ao DN e à TSF “que não há nenhuma intenção de serem demitidos”.

Contudo, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares salientou que as demissões “fazem parte da vida política” e que “nenhum membro do Governo tem a certeza da durabilidade no mesmo, por definição”.

Esta quarta-feira, no debate do Estado da Nação, a oposição promete confrontar o Governo com as cativações de perto de mil milhões de euros, com os sociais-democratas a falarem de “austeridade manhosa” e os democratas-cristãos a exigirem conhecer o “real estado do país”.

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defendeu que “há já evidências de que a política financeira deste Governo tem impacto na vida das pessoas”, acusando o Governo “de uma austeridade manhosa, porque não assumida”, ao aumentar impostos indiretos e piorar a qualidade dos serviços públicos.

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