A construtora de origem portuguesa Mota-Engil foi escolhida pelo Governo angolano para a obra de construção e apetrechamento da primeira fase do Hospital Geral de Cabinda, a construir naquele enclave por 145 milhões de euros.

O negócio foi adjudicado por despacho presidencial de finais de junho, ao qual a Lusa teve acesso esta quinta-feira, e ascende globalmente a 169 milhões de dólares (148,5 milhões de euros), incluindo a fiscalização da empreitada, a realizar pela DAR Angola.

Além desta obra, a Mota-Engil foi escolhida igualmente para a empreitada de reabilitação das vias terciárias, arruamentos dos bairros Lombo-Lombo e Amílcar Cabral, no município de Cabinda, a realizar por 204,6 milhões de kwanzas (cerca de 1,1 milhões de euros).

Ao consórcio chinês formado pela Losun e China Hengjian o Governo angolano encomendou, por 220,6 milhões de kwanzas (1,2 milhões de euros) a construção e apetrechamento do Centro de Saúde de Tchimindele, também em Cabinda, enquanto a empresa Netelza vai construir a escola primária de Lândana e Amílcar, também naquele município, neste caso por 398,9 milhões de kwanzas (2,1 milhões de euros).

O enclave de Cabinda faz fronteira com a República do Congo e República Democrática do Congo, distando cerca de 80 quilómetros da fronteira terrestre do norte de Angola. A província é também a maior produtora angolana de petróleo.