O primeiro-ministro já formalizou a remodelação do Governo e o Presidente já aceitou as sete exonerações e as oito nomeações para o Executivo. Uma das novidades é a saída do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, que é substituído pelo socialista Miguel Freitas (foi muitos anos presidente do PS-Algarve).

Além destas alteração, e entre as mudanças que ainda não eram conhecidas, Costa também exonerou Carolina Ferra, secretária de Estado da Administração e Emprego Público e para o seu lugar escolheu Maria de Fátima Jesus Fonseca. Esta é a segunda alteração no Ministério das Finanças que perde também o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, que é substituído por António Mendes Mendonça, advogado e presidente do PS-Setúbal.

Na Agricultura, a saída de Amândio Torres é a única registada e acontece um mês depois do incêndio de Pedrógão que desencadeou um debate sobre a necessidade da reforma florestal, que está a ser ultimada no Parlamento. A matéria será, em grande parte, gerida pelo detentor desta área de governação quer passará agora a ser agora Miguel Pisoeiro.

No Ministério dos Negócios Estrangeiros, sai Costa Oliveira e para a Internacionalização entra o deputado socialista Eurico Brilhante Dias. Outra saída, mais polémica, foi a de Margarida Marques, que deixa os Assuntos Europeus que passará a ser a pasta de Ana Paula Zacarias. Ao Observador, Margarida Marques disse que não pediu a demissão.

Margarida Marques “surpreendida” com remodelação: “Não pedi para sair”

Da Presidência do Conselho de Ministros, sai o responsável pela coordenação do processo legislativo, Miguel Prata Roque, e entra Tiago Antunes. E na Economia, para o lugar de João Vasconcelos na secretaria de Estado da Indústria, entra Maria Teresa Lehman. Além disso, Marcelo Rebelo de Sousa aprovou ainda a escolha de António Costa para uma nova secretaria de Estado, a da Habitação. Ana Cláudia Pinho assumirá a pasta que ficará na dependência do Ministério do Ambiente.