Polícia Judiciária

PJ faz buscas na Câmara de Cascais

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PJ realizou buscas na Câmara de Cascais. Operação decorreu na manhã e incío de tarde desta quinta-feira, com consulta de documentos e computadores do executivo. Um "não facto", considera a autarquia.

TIAGO HENRIQUE MARQUES/LUSA

A Polícia Judiciária está a realizar uma operação de buscas na Câmara Municipal de Cascais. Os inspetores estarão a consultar documentos e computadores de elementos do executivo social-democrata, liderado por Carlos Carreiras. O gabinete de imprensa refere que a ação da PJ “têm sido um procedimento normal” desde que o autarca assumiu a presidência e considera que as buscas desta quinta-feira “se prendem com um não facto”.

A operação está centrada no edifício dos Paços do Concelho — onde funcionam os gabinetes de apoio aos vereadores e à presidência — e na Assembleia Municipal. Há pelo menos três carros da PJ estacionados juntos aos edifícios.

Esta operação não é inédita. No último ano, referiu ao Observador fonte próxima do executivo, foram feitas várias ações de buscas aos serviços da câmara. O gabinete de imprensa refere que “as buscas da PJ têm sido um procedimento normal desde que Carlos Carreiras assumiu a presidência da Câmara e que se saúdam numa perspetiva de colaboração com a Justiça e apuramento da verdade”.

O mesmo gabinete sublinha que “essas buscas não passam disso mesmo, de buscas, não tendo tido qualquer evolução processual ou consequência na Justiça. Tal como as buscas de hoje, aliás, que se prendem com um não facto e com uma não existência”.

Carreiras acusa quem recorre à “justiça para fazer oposição”

Em comunicado enviado ao Observador, o presidente da Câmara de Cascais lembra que a autarquia em “colaborado ativamente” com as visitas da Polícia Judiciária. No caso das buscas desta quinta-feira, Carlos Carreiras considera tratar-se de mais um “ato normal do poder judiciário” entre vários outros que têm sido “inconsequentes”.

Os inspetores da Polícia Judiciária estiveram na Câmara no âmbito de uma denúncia sobre o processo de revisão do Plano Diretor Municipal, feita em 2015. Saíram das instalações sem que tivessem sido constituídos arguidos. Trata-se, considera Carreiras, de “um assunto antigo e que já nos valeu algumas idas a tribunal por participações de grupos de interesse mais ou menos explícitos. Tivemos sempre ganho de causa”.

O autarca acrescenta que, “perante gritante incapacidade política, há quem queira utilizar a justiça para fazer oposição” e garante que manterá a ” intransigência perante os grupos de interesses (internos ou externos)”.

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